Economia

Vice-presidente Eduardo Zaidan: preservar a saúde, o tecido social e a construção

A economista Ana Maria Castelo projeta três cenários para o PIB do setor, em reunião da Diretoria do SindusCon-SP

Por Rafael Marko 02/04/2020 16:02:50

No cenário preocupante e recessivo que se desenha no país, o governo num primeiro momento precisa agir para proteger a saúde da população, adotar medidas para preservar o tecido social e ficar atento para tomar providências pelo restabelecimento da atividade econômica o mais rapidamente que se mostrar possível. Com esta visão, o vice-presidente de Economia, Eduardo Zaidan, abriu uma exposição feita em 2 de abril pelos economistas da FGV Ana Maria Castelo e Robson Gonçalves, para a Diretoria e os Conselhos do SindusCon-SP.

Zaidan chamou a importância estratégica da preservação da atividade da construção civil neste momento, para mitigar os efeitos gerais da recessão na economia e na sociedade, tomando-se todas as precauções para a preservação da saúde de seus colaboradores.

Em sua exposição, Ana Maria Castelo apresentou três cenários, com suas respectivas projeções para o PIB da construção neste ano. A projeção anterior, feita no início deste ano, previa um crescimento de 3,2%. Todos os cenários foram elaborados contando com a continuação das atividades do setor.

No primeiro deles, mais otimista, o segmento de edificações cresceria um pouco menos que o previsto, o de infraestrutura manteria o crescimento esperado, o de serviços especializados teria uma redução maior do crescimento, e o de autoconstrução sofreria retração. Neste caso, o PIB da construção em 2020 ficaria praticamente estável (-0,1% ).

No segundo cenário, os segmentos de edificações e infraestrutura ainda teriam ligeiro crescimento e os serviços especializados e a autoconstrução sofreriam quedas. Em consequência, o PIB da construção teria uma queda (-0,8%).

No terceiro cenário, mais pessimista, o segmento de edificações teria ligeira queda e os demais, retrações mais acentuadas. O PIB da construção teria uma queda mais acentuada (-1,5%).

Ana Maria chamou a atenção para fatores que poderão contribuir à redução destas projeções, como o adiamento dos leilões de privatização em função da retração dos investidores, a diminuição da renda das famílias e o comportamento conservador dos bancos na cessão de crédito. Ela também apresentou três cenários para o desempenho do PIB mundial, com projeções que vão de um crescimento de 1,6% até uma queda (-6%).

Falso dilema

Já o professor Robson Gonçalves considerou que a suposta escolha entre priorizar a saúde ou a economia consiste num falso dilema. Conforme demonstrou, quanto mais se agravarem os problemas de saúde ao longo do tempo, mais piorará a recessão. Quando a pandemia arrefecer, segundo ele, será o momento de adotar medidas de estimulo à retomada econômica e de mitigação dos efeitos das liberações massivas de recursos sobre as contas públicas.

Entre estas medidas, Gonçalves elencou a liberação de setores para retomarem a atividade econômica. Ele propôs mais agressividade e agilidade nas privatizações, para evitar que se reequilibrem as contas públicas com medidas como o alargamento compulsório dos prazos de vencimento dos títulos do governo.

Tanto Gonçalves como Ana Maria lamentaram que o governo tenha suspendido a divulgação dos números de emprego formal do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), elaborado pelo Ministério da Economia. Em consequência, segundo eles, o principal termômetro para medir o desempenho da atividade da construção passou a ser a Sondagem Nacional da Indústria da Construção, feita pela FGV.









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