Economia

Vendas de imóveis voltam a crescer em maio em São Paulo, apura o Secovi-SP

No entanto, ainda estão 26,7% abaixo das registradas no mesmo mês do ano passado

Por Rafael Marko 26/06/2020 08:42:02

A Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação), mostrou que em maio foram vendidas 2.405 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo. O resultado foi 25,1% superior ao mês anterior (1.923 unidades), mas ficou 26,7% abaixo das vendas de maio de 2019 (3.282 unidades).

No acumulado de 12 meses (junho de 2019 a maio de 2020), as 50.285 unidades comercializadas representaram um aumento de 52,1% em relação ao período anterior (junho de 2018 a maio 2019), quando foram negociadas 33.068 unidades.

Lançamentos

De acordo com a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), os lançamentos na cidade de São Paulo totalizaram em maio 1.570 unidades residenciais, volume 17,5% inferior ao apurado em abril de 2020 (1.902 unidades) e 44% abaixo do total de maio de 2019 (2.806 unidades).

No período de junho de 2019 a maio de 2020 (12 meses), os lançamentos na capital paulista somaram 62.727 unidades, 50,4% acima das 41.702 unidades lançadas no mesmo período do ano anterior (junho de 2018 a maio de 2019).

Oferta

A capital paulista encerrou o mês de maio com a oferta de 32.438 unidades disponíveis para venda. A quantidade de imóveis ofertados foi 4,5% inferior à registrada em abril de 2020 (33.968 unidades) e 54% superior ao volume de maio do ano passado (21.066 unidades). Esta oferta é composta por imóveis na planta, em construção e prontos (estoque), lançados nos últimos 36 meses (junho de 2017 a maio de 2020).

Minha Casa

Em maio, 1.550 unidades vendidas e 1.269 unidades lançadas estavam enquadradas como econômicas e atendiam aos parâmetros do Programa Minha Casa, Minha Vida. A oferta totalizou 15.753 unidades disponíveis para venda, com VSO de 9,0%.

No segmento de mercado de médio e alto padrão, a pesquisa identificou 855 unidades vendidas, 301 unidades lançadas, oferta final de 16.685 unidades e VSO (Vendas Sobre a Oferta) de 4,9%.

Os imóveis de 2 dormitórios apresentaram os melhores indicadores do mês, com destaque para as vendas (1.600 unidades), a oferta (18.839 unidades) e os lançamentos (1.256 unidades).

Imóveis com menos de 45 m² de área útil registraram 1.832 unidades vendidas, oferta de 21.053 unidades, e lançamentos de 1.033 unidades.

Efeito da Covid-19

Na análise do Secovi-SP, os resultados mostram, de um lado, que a expectativa tão negativa de retração em função da quarentena e do distanciamento social não se concretizou.

As vendas de imóveis enquadrados no Programa Minha Casa e as transações on-line por conta do isolamento social mostraram o acerto dos empreendedores em oferecer produtos de grande aderência ao público comprador e o avanço da comercialização por meio digital, comenta Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

De outro lado, a queda dos lançamentos é preocupante, na visão da entidade. O acumulado de janeiro a maio, comparado aos cinco primeiros meses de 2019, registra queda de 25,5%. Já em relação às vendas, houve aumento de 8,3%. Como a demanda por imóveis continua mesmo em meio à pandemia e o volume de unidades lançadas vem caindo, é possível haver redução da oferta, principalmente para a classe média – parcela da população que tem sofrido as consequências restritivas das legislações urbanísticas na capital paulista, segundo o Secovi-SP.

Juros altos

O presidente do sindicato, Basilio Jafet, chama a atenção para a discrepância entre a taxa básica de juros e as taxas de juros do crédito imobiliário. O Secovi-SP e entidades do setor vêm atuando para que as taxas de juros para aquisição de imóveis sejam mais acessíveis. “Com a Selic em 2,25% ao ano, e viés de baixa, é difícil aceitar que se pratique uma taxa de 7,15% ao ano na concessão de financiamento imobiliário para a pessoa física”, enfatiza.

Segundo ele, apesar de o mercado oferecer imóveis para todas as faixas de renda, o valor da taxa de juros é um componente que pode viabilizar o acesso de muitas famílias à moradia.









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