Emprego

Construir para gerar emprego

Por Redação SindusCon-SP 23/01/2019 16:03:40


O desafio de fazer a economia crescer de forma sustentada é gigantesco. Apesar da criação de 1,3 milhão de empregos em 2018, ainda restam 12 milhões de desempregados no país. Para complicar, por conta dos rápidos avanços tecnológicos, muitos setores econômicos hoje já demandam pouca mão de obra.

5Entretanto,uma das atividades mais duramente atingidas pela crise, a indústria da construção, é justamente aquela com maior potencial de geração de emprego. Mesmo que o setor também tenha avançado tecnologicamente, ainda demandará a contratação de grandes contingentes de mão de obra, quando as condições forem favoráveis.

Não será fácil. A construção atravessou uma crise sem precedentes nos últimos cinco anos. O PIB do setor caiu mais de 25% de 2014 a 2017. E deve ter declinado mais 2,4% em 2018. Em cinco anos, a construção perdeu mais de 1,3 milhão de empregos diretos.

Os efeitos desta desidratação são visíveis. Mesmo com o sucesso do Programa Minha Casa, Minha Vida, o déficit habitacional está por volta de 7,7 milhões de moradias, afetando mais de 25 milhões de pessoas. Os recursos de governo para a infraestrutura reduziram-se tanto, que não dão nem para a manutenção do que já existe.

Felizmente os rumos traçados para a política econômica ensejam otimismo. É provável que, se o PIB nacional se elevar em 2,5%, o PIB da construção cresça 1,3% em 2019.

Para tanto, será necessário que o governo consiga articular uma ampla base parlamentar para a reforma da Previdência, implementar outras reformas como a tributária e adotar medidas de contenção de gastos visando ao superavit das contas públicas.

Proporcionar segurança jurídica, agilizar licenciamentos ambientais, simplificar o sistema tributário e desburocratizar são condições necessárias à atração de capitais nacionais e estrangeiros, para as concessões de infraestrutura e o fomento a empreendimentos imobiliários.

Na indústria imobiliária, será estratégico expandir a oferta de crédito. Na habitação, há que se manter os subsídios que viabilizam o acesso da população aos imóveis do Programa Minha Casa.
Simultaneamente, será indispensável estimular a inovação tecnológica e a elevação da produtividade, bem como promover um salto de qualidade na educação.









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