Economia

Construcarta Nível de Atividades: A vez da infraestrutura?

Novo ministério faz crescer as apostas em mais investimentos neste segmento

Por Redação SindusCon-SP 29/01/2019 23:45:07

A partir do final de 2013, diversos indicadores começaram a apontar uma desaceleração do crescimento da construção. De fato, o ano registrou a última taxa positiva do ciclo iniciado em 2006 e que representou um salto de 62% do PIB setorial.

Entre 2014 e 2018, o PIB setorial registrou um encolhimento estimado em quase 30% e perdeu um total de 1,1 milhão de postos formais de trabalho. A crise setorial se estendeu além da crise econômica que atingiu o país, refletindo as incertezas e dificuldades enfrentadas pelo investimento.

Mas a despeito da retração observada pela construção em 2018 e que ainda deverá ser anunciada pelo IBGE, houve melhora da atividade ao longo do ano. Os números do mercado de trabalho corroboram a percepção empresarial apontada na Sondagem da Construção de que o pior momento já ficou para trás. O emprego com carteira registra taxas mensais positivas há cinco meses, na comparação com ajuste sazonal, e apresentou em novembro novo crescimento na comparação com igual mês de 2017. Assim, o número de empregados em dezembro deverá ser superior ao observado no ano anterior pela primeira vez desde 2013.

É importante observar que a melhora da atividade ocorreu impulsionada pelo mercado imobiliário. As eleições estaduais e federal contribuíram pouco para a alta dos investimentos em infraestrutura. Estimativas da Pezco Consultoria indicam que, como proporção do PIB, esses investimentos devem ter atingido 1,76% no ano passado, o que será o pior resultado da série iniciada em 2000.

Assim, o ano de 2019 começa promissor para a área imobiliária, que registrou forte crescimento nos lançamentos e vendas. O Programa Minha Casa, Minha Vida respondeu pela maior parte dessas vendas e em 2019 deve permanecer como uma importante força propulsora da atividade setorial. No entanto, os sinais do novo governo em relação ao programa não são muito claros, o que traz incertezas em relação a sua continuidade. A Sondagem da FGV de dezembro, que traz questões específicas relativas à atuação no MCMV e no PAC, mostrou que, pela primeira vez desde 2015, as expectativas dos empresários que trabalham com o MCMV eram inferiores às expectativas dos demais empresários.

Por outro lado, melhoram as expectativas em relação à infraestrutura. Ou ainda, especialmente com a criação de um Ministério específico, cresceram as apostas em uma agenda voltada para o investimento em infraestrutura como propulsor de um novo ciclo de crescimento setorial.

Certamente esse ciclo só ocorrerá com a melhora do cenário fiscal, que é uma condição necessária, mas não suficiente para elevar a taxa de investimento em infraestrutura para um patamar de 3%, considerado mínimo para recompor a depreciação do capital existente. O ambiente de negócios ainda tem muito a melhorar na área de regulação e financiamento para que esse salto possa ocorrer.

Análise mensal do SindusCon-SP e da FGV/Ibre

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