Imobiliário

Vendas imobiliárias desaceleram em setembro na capital paulista 

Mas acumulado do ano já supera o do mesmo período de 2019, segundo o Secovi-SP 

Por Rafael Marko 26/10/2020 11:33:19

Um total de 5.147 unidades residenciais novas foi vendido na cidade de São Paulo em setembro, 18,9% a menos que as 6.350 comercializadas em agosto, mas 19,2% a mais que em setembro do ano passado.

Os números são da pesquisa mensal feita pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação). As vendas acumuladas de 32.735 unidades de janeiro a setembro deste ano superaram em 1,5% o acumulado de 32.244 unidades do mesmo período de 2019.

No acumulado de 12 meses até setembro, as 49.715 unidades comercializadas representaram um aumento de 12,7% em relação ao acumulado do mesmo período anterior, quando foram negociadas 44.106 unidades.

Lançamentos 

De acordo com a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), a cidade de São Paulo registrou, em setembro, o lançamento de 6.238 unidades residenciais, volume 22,4% inferior ao apurado em agosto (8.039 unidades) e 40,4% acima do total de setembro de 2019 (4.444 unidades).

No acumulado de 12 meses até setembro, os lançamentos na capital paulista somaram 56.646 unidades, 1,3% acima das 55.927 unidades lançadas no acumulado do mesmo período do ano anterior.

O total lançado foi recorde para um mês de setembro, e o segundo melhor resultado deste ano, ficando atrás somente de agosto, que registrou números excepcionais.

Desempenho das vendas 

Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, comenta que as 5.147 unidades comercializadas representaram a maior quantidade de vendas da série histórica para o mês de setembro. Porém, mesmo com esse resultado positivo, houve redução de 18,9% em relação a agosto. “Essa queda está relacionada à redução de lançamentos”, diz.

Do total negociado no mês, 64% das unidades estavam na chamada fase de lançamento. “O melhor resultado de vendas foi percebido nos empreendimentos lançados nos últimos seis meses. Esse fato demonstra a aderência ao produto colocado à venda mais recentemente”, destaca Petrucci.

Os imóveis econômicos participaram com 42% das vendas do mês, em termos de unidades. No entanto, em VGV (Valor Global de Vendas), a participação foi de 14,4%.

Previsão otimista 

De acordo com o Departamento de Economia do Secovi-SP, diante do comportamento do mercado imobiliário da Capital, a previsão é encerrar o ano com 40 mil a 45 mil unidades lançadas e com um número próximo às unidades vendidas em 2019. “Mesmo em meio a uma pandemia histórica, que influenciou a economia e o comportamento da humanidade, os números de 2020 nos deixam atrás somente dos resultados de 2019, ano em que foram lançadas 65 mil unidades e comercializadas 49 mil unidades”, ressalta Basilio Jafet, presidente do Secovi-SP.

Segundo ele, são positivas as perspectivas para o mercado na cidade de São Paulo, já que está prevista para 2021 a revisão do Plano Diretor Estratégico, abrindo a possibilidade de promover os necessários ajustes na legislação atual, o que permitirá aos empreendedores atuarem com mais flexibilidade, e atender um número maior de cidadãos.

“O Secovi-SP e cinco entidades elaboraram uma série de propostas, que foram enviadas aos candidatos à Prefeitura. A expectativa é que o prefeito eleito incorpore nossas sugestões ao plano de governo e que, assim, possamos contribuir para estimular o bom desenvolvimento urbano”, conclui Jafet.









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