Vendas de imóveis caem em setembro na cidade de São Paulo 

Rafael Marko

Por Rafael Marko

Vendas de imóveis caem em setembro na cidade de São Paulo 

Um total de 5.089 unidades residenciais novas foi vendido em setembro na cidade de São Paulo, uma queda de 23% em relação a agosto (6.611 unidades) e 1,1% abaixo das 5.147 unidades comercializadas em setembro de 2020.

O resultado apurado pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação) interrompeu o crescimento sequencial das vendas registrado desde dezembro de 2020. Mas, mesmo com a variação negativa, o número de unidades comercializadas foi o segundo maior da série histórica para o mês, ficando atrás somente de setembro do ano passado (5.147 unidades).

“Alguns fatores influenciaram esta acomodação do mercado imobiliário, como o aumento das taxas de juros dos financiamentos imobiliários e do IPCA, que mede a inflação e chegou a 10,25%”, destaca Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, acrescentando como outro fator a interrupção das discussões das reformas administrativa e tributária no Congresso Nacional.

Basilio Jafet, presidente do Secovi-SP, afirma que, apesar do aumento da inflação e da taxa básica de juros, “o setor imobiliário tem resiliência suficiente, assim como os adquirentes. O mercado vai se adaptar aos novos cenários e continuará ativo, porque é grande a demanda por habitação, porém com intensidade menor”. Ele também destacou que a expectativa menor de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) “também vai impactar o nosso setor e muitos outros durante 2022”.

 No acumulado de janeiro a setembro deste ano, foram comercializadas 47.008 unidades, resultado 43,6% acima do apurado no mesmo período de 2020 (32.735 unidades).

No acumulado de 12 meses até setembro, as 65.690 unidades comercializadas representaram um aumento de 32,1% em relação ao mesmo período anterior, quando foram negociadas 49.715 unidades.

Lançamentos 

A cidade de São Paulo registrou no mês de setembro o lançamento de 7.766 unidades residenciais, volume praticamente estável (0,2%) em relação ao resultado de agosto (7.749 unidades), e 24,5% superior ao apurado em setembro de 2020 (6.238 unidades).

Nos primeiros nove meses do ano, foram lançadas 49.563 unidades, alta de 87,2% em relação ao volume apurado no mesmo período de 2020.

No acumulado de 12 meses (outubro de 2020 a setembro de 2021), os lançamentos na capital paulista somaram 83.065 unidades, ficando 46,6% acima das 56.646 unidades lançadas no período anterior (outubro de 2019 a setembro de 2020).

VGV e VSO 

O VGV (Valor Global de Vendas) totalizou em setembro R$ 2,1 bilhões, resultado 25,4% abaixo do registrado em agosto (R$ 2,9 bilhões) e 38,7% inferior ao volume de setembro de 2020 (R$ 3,5 bilhões) – valores atualizados pelo INCC-DI de setembro de 2021. Esta queda deve-se à diminuição, no mês passado, das vendas de imóveis de 3 e 4 dormitórios.

O indicador VSO (Vendas Sobre Oferta), que apura a porcentagem de vendas em relação ao total de unidades ofertadas, atingiu 9,1% em setembro, ficando abaixo do resultado do mês anterior (12,1%) e do registrado em setembro de 2020 (13,9%).

O VSO de 12 meses até setembro foi de 57,2%, ligeiramente abaixo dos 58,6% do período imediatamente anterior e dos 59,9% do acumulado de outubro de 2019 a setembro de 2020.

Oferta  

A capital paulista encerrou o mês de setembro com a oferta de 51.078 unidades disponíveis para venda. A quantidade de imóveis ofertados aumentou 6% em relação a agosto (48.198 unidades) e ficou 60,6% acima do volume de setembro de 2020 (31.800 unidades). Esta oferta é composta por imóveis na planta, em construção e prontos (estoque), lançados nos últimos 36 meses até setembro.

No mês passado, o VGO (Valor Global da Oferta) totalizou R$ 27,5 bilhões, resultado 5,5% superior ao de agosto (R$ 26,1 bilhões) e 48,1% acima do de setembro do ano passado (R$ 18,6 bilhões) – valores atualizados pelo INCC-DI  de setembro.

Destaques 

Os imóveis de 2 dormitórios destacaram-se em setembro em quase todos os indicadores: vendas (2.911 unidades), oferta (27.890 unidades), lançamentos (4.278 unidades), maior VGV (R$ 868,2 milhões) e maior VGO (R$ 9,4 bilhões). Unidades de 1 dormitório registraram maior VSO (9,8%), resultado das 1.711 unidades comercializadas em relação aos 17.532 imóveis ofertados.

Imóveis na faixa de 30 m² e 45 m² de área útil lideraram em todos os indicadores: vendas (2.887 unidades), VGV (R$ 708,7 milhões), lançamentos (3.614 unidades), oferta (24.426 unidades), VGO (R$ 6,0 bilhões) e maior VSO (10,6%).

Por faixa de preço, os imóveis com valores entre R$ 240 mil e R$ 500 mil lideraram em quase todos os indicadores: vendas (2.233 unidades), lançamentos (3.889 unidades), maior VSO (11,5%) e maior VGV (R$ 682,6 milhões). Imóveis com preços até R$ 240 mil apresentaram os melhores indicadores de oferta final (20.546 unidades). Unidades com preços acima de R$ 1,5 milhão registraram maior VGO (R$ 9,4 bilhões).

Imóveis de 2 dormitórios representaram 57% do total de vendas no mês. O mesmo percentual de 57% foi registrado na comercialização de unidades com área entre 30 m² e 45 m². Já os apartamentos com preços na faixa de R$ 240 mil a R$ 500 mil representaram 44% das vendas.

Em setembro, a região Sul liderou em todos os indicadores: vendas (1.688 unidades), VGV (R$ 1,05 bilhão), maior VGO (R$ 12,1 bilhões), maior quantidade de imóveis em oferta (19.651 unidades) e lançamentos(2.482 unidades). O maior VSO (11,2%) foi da zona Oeste.

Econômicos e MAP 

Em setembro, 2.590 unidades vendidas e 2.544 unidades lançadas foram enquadradas como econômicas nos critérios do Programa Casa Verde e Amarela. A oferta desse tipo de imóvel totalizou 23.037 unidades disponíveis para venda, com VSO de 10,1%.

No segmento de mercado de médio e alto padrão (MAP), a pesquisa identificou 2.499 unidades vendidas, 5.222 unidades lançadas, oferta final de 28.041 unidades e VSO de 8,2%.

Imóveis econômicos responderam por 50,9% das vendas em unidades e participaram com 24,8% de VGV (Valor Global de Vendas).

Perspectivas mantidas 

Os resultados do mês de setembro não alteraram as perspectivas do Secovi-SP de fechamento deste ano, com lançamentos entre 70 mil a 72 mil unidades – equivalente ao crescimento de 17% a 20% em relação aos números de 2020. Ainda, a expectativa é que as vendas fiquem entre 62 mil a 65 mil unidades, uma variação de 21% a 26%.

No mês, foram lançadas 7.766 unidades, pequena variação de 0,2% em relação aos lançamentos de agosto (7.749 unidades), mas 24,5% superior quando comparado às 6.238 unidades lançadas em setembro do ano passado.

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