Trabalhador da construção requer mais qualificação, diz o SindusCon-SP

Rafael Marko

Por Rafael Marko

Trabalhador da construção requer mais qualificação, diz o SindusCon-SP

No Enic, vice-presidente Ronaldo Cury defendeu envolvimento das empresas na questão

Vice-presidente de Habitação Popular do SindusCon-SP, Ronaldo Cury

O vice-presidente de Habitação do SindusCon-SP, Ronaldo Cury, afirmou que os trabalhadores da construção necessitam de uma qualificação maior. “Os materiais progrediram, os equipamentos melhoraram, o trabalhador também precisa se desenvolver. Os serviços estão cada vez mais especializados, seja na pintura, marcenaria, estrutura. Cada dia que passa isso muda ainda mais”, disse.

As afirmações foram feitas no painel “Capacitação de mão de obra – desafios e soluções”, durante o 94º Enic (Encontro Nacional da Indústria da Construção) – Engenharia & Negócios, em 22 de junho.

Cury defendeu que as construtoras se envolvam e invistam na especialização dos seus trabalhadores. “Empresários, busquem parcerias de qualificação de funcionários e empreiteiros, em todos os níveis, da formação de escolaridade até de especialização”, sugeriu.

O vice-presidente relatou as iniciativas de qualificação da entidade: Universidade Corporativa SindusCon-SP, programa SindusCon-SP na Prática, parceria com o Senai para a qualificação de trabalhadores, e parceria com o Sebrae para a capacitação de empreiteiros em gestão.

Levantamento feito pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que realizou o Enic, mostrou que 89% das construtoras têm dificuldade de contratação de mão de obra qualificada. “Há vaga, mas não existe profissional especializado e esse é um dos nossos grandes desafios”, apontou Fernando Guedes, presidente da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT/CBIC).

Raimundo Salvador, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Brasília (Sticombe), destacou a importância de investir na elevação da escolaridade do trabalhador. “Nós temos uma situação no DF, por exemplo, onde quase metade dos trabalhadores não têm o ensino fundamental completo. A gente aprende tudo na prática e não tem um trajeto de formação que faça com que o trabalhador tenha sua qualificação, sua especialização”, disse.

Segundo Felipe Morgado, superintendente de Educação Profissional e Superior do Senai-DN, a indústria da construção recebe mais de 250 mil novos trabalhadores por ano. Uma das grandes dificuldades destes trabalhadores é o índice de empregabilidade, menor do que em outros setores. Ele informou que, para evoluir nesta questão, o governo criou o programa Emprega Mais, onde empresários podem contratar e entrar em contato com alunos matriculados dentro das nossas escolas e cursos..

Com informações da CBIC

O que você precisa saber.
As últimas novidades sobre o mercado,
no seu e-mail todos os dias.

Skip to content