Pesquisas

Índice de Confiança da Construção da FGV sobe 2,1 pontos em maio

Pontuação foi a maior desde dezembro do ano passado e interrompeu trajetória de 29 quedas seguidas

Por Redação SindusCon-SP 25/05/2016 14:39:55

O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas, subiu 2,1 pontos em maio de 2016, atingindo 69,1 pontos, o maior desde dezembro de 2015 (69,4 pontos). Com o resultado, a média móvel trimestral do índice cresceu 0,8 ponto na margem, interrompendo a sequência de 29 quedas consecutivas desde dezembro de 2013, nesta forma de avaliação.

“Em maio, o aumento da confiança mostrou-se mais robusto e disseminado no setor. Edificações, Infraestrutura e Serviços Especializados, enfim, em todos os segmentos cresceu a percepção de que o ritmo de queda da demanda deve desacelerar no curto prazo, alimentando a confiança empresarial. No entanto, as dificuldades do atual cenário econômico e político sugerem que é um tempo muito curto para que, de fato, ocorra esta reversão”, observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE”.

 

Índice de Confiança da Construção
(dados dessazonalizados, de jul/10 a mai/16)

Índice_GV

A alta do ICST no mês deveu-se unicamente à melhora das expectativas de curto prazo: o Índice de Expectativas (IE-CST) avançou 5,7 pontos, alcançando 77,9 pontos, o maior nível desde junho de 2015 (78,1pontos). Dentre os quesitos que integram o índice-síntese, a expectativa com a demanda dos negócios para os próximos três meses foi o que mais contribuiu para a alta no mês, com uma variação de 5,9 pontos, em relação ao mês de abril.

O Índice da Situação Atual (ISA-CST), por sua vez, manteve a tendência de queda observada desde janeiro de 2016, e recuou 1,5 ponto, alcançando novo piso histórico de 60,9 pontos. O quesito que mais contribuiu para queda do ISA-CST mensura o grau de satisfação das empresas com a situação atual dos negócios, com recuo de 3,5 pontos em relação ao mês anterior.

A evolução em direções opostas dos dois componentes do índice de confiança do setor a partir de março ampliou a distância entre eles, que se tornou a maior desde o início da série. “Os empresários tornaram-se menos pessimistas quanto ao futuro próximo, embora a atividade continue em declínio. No entanto, se o investimento em infraestrutura e no mercado habitacional não voltar a se expandir, o indicador de expectativas não deve sustentar a melhora dos últimos meses”, conclui Ana Maria Castelo.

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