SindusCon-SP, Secovi-SP e Instituto Cyrela debateram migrações com a OIM/ONU em 5 de novembro
Por Daniela Barbará
Formou-se um grupo de debates com os representantes das entidades
O SindusCon-SP, o Instituto Cyrela e o Secovi-SP participaram virtualmente de uma reunião com a OIM, Agência da ONU para as Migrações, em 5 de novembro. David Fratel, coordenador do Grupo de Trabalho de Recursos Humanos (GTRH) do SindusCon-SP, apresentou as iniciativas do setor da construção civil sobre o tema.
“Já existem iniciativas de construtoras com a seleção e qualificação de refugiados. Mas hoje vamos desenhar um projeto piloto para o setor com os entendimentos a serem iniciados entre o SindusCon-SP, Secovi-SP, Instituto Cyrela e a OIM, que se dedica a promover uma migração humana e ordenada para o benefício de todas as pessoas”.
Fratel discorreu sobre o envelhecimento da mão de obra, a falta de renovação da força de trabalho, as frentes de inovação e industrialização que não seguem na mesma velocidade da crise e a falta de capacitação e qualificação profissional no setor. Destacou ainda as ações que o SindusCon-SP vem tomando para melhorar a situação da falta de qualificação profissional e que já podem ser ofertadas para migrantes em solo brasileiro legalizados, como os cursos de capacitação profissional, gratuitos, oferecidos nos canteiros de obra, em parceria com o SENAI-SP, que já conta com mais de 300 formados desde 2023; ação a ser implementada ainda entre SindusCon-SP e o Estado de São Paulo (Secretaria de Educação) para a criação de um curso técnico em construção, a ser oferecido a todo o Estado de São Paulo, a partir de 2026; capacitação de mulheres no setor, com parceria a ser firmada entre SindusCon-SP, SENAI-SP e a ONG Mulher em Construção; entre outros.
Carla Lorenzi apresentou o trabalho da Organização com o setor privado em todo o país e informou que OIM reconhece a ligação positiva entre migração e desenvolvimento econômico, social e cultural. “Atualmente, o Brasil recebe e acolhe, entre outras nacionalidades, venezuelanos, bolivianos, haitianos, senegaleses e congoleses, seja via fronteira terrestre ou pelo maior posto de entrada aéreo: o aeroporto internacional de Guarulhos”, afirmou. Carla destacou que o perfil preponderante atualmente dos migrantes está na faixa de 29 a 40 anos de ambos os gêneros.
Victoria Oliveira informou que a agência ligada à ONU tem imenso interesse em trabalhar com o setor da construção civil. Entre os próximos pontos apresentados para o grupo estão: o entendimento de como viabilizar a parceria entre as entidades, o desenvolvimento de um projeto piloto e o conhecimento dos projetos que já estão em andamento no setor da construção civil com as empresas Direcional e Tenda. Fratel e Victoria foram nomeados pontos focais para as próximas ações do grupo.
A OIM faz parte do Sistema das Nações Unidas como a principal organização intergovernamental que promove a migração humana e ordenada para o benefício de todos e está presente no Brasil desde 2016.
Participaram pelo Secovi-SP: Carlos Borges, Patrícia Machado Bittencourt e Keila de Souza.
Pela OIM: Renahan Gil, Carla Lorenzi, Victória Oliveira e Diogo Felix.
Pelo Instituto Cyrela: Débora Galvão e Aron Zylberman