SindusCon-SP e Secovi-SP seguirão unidos no setor de habitação econômica

Rafael Marko

Por Rafael Marko

SindusCon-SP e Secovi-SP seguirão unidos no setor de habitação econômica

 

Reunião elencou as conquistas em 2021 e formulou as propostas de atuação em 2022 

Os setores de Habitação do SindusCon-SP e de Habitação Econômica do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) seguirão atuando unidos em 2022, com uma agenda de ações para fortalecer as construtoras e incorporadoras deste segmento. 

Esta foi a conclusão da última reunião conjunta deste ano do Comitê de Habitação Popular do SindusCon-SP e da Vice-presidência da Habitação Econômica do Secovi-SP, em 8 de dezembro. O encontro foi coordenado pelos vice-presidentes Ronaldo Cury (SindusCon-SP) e Rodrigo Luna (Secovi-SP). 

Vice-presidente de Habitação, Ronaldo Cury

Cury (foto) apresentou um balanço das atividades do grupo em 2021, destacando que uma das prioridades para 2022 é buscar a agilização dos processos de aprovação de projetos de empreendimentos de habitação popular. Ele elencou as conquistas do ano, como: a cartilha produzida pelo grupo, destinada a prefeitos do Interior; a calibragem feita no programa Casa Verde e Amarela (CVA), e os ajustes no orçamento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para elevar recursos destinados a subsídios e financiamentos à habitação. Relatou ainda os avanços que deverão acontecer em janeiro nos financiamentos da Casa Paulista e as gestões feitas junto à Prefeitura de São Paulo para agilizar a aprovação de alvarás de execução. 

Luna, presidente eleito do Secovi-SP para a próxima gestão, destacou a importância de se continuar atuando junto aos prefeitos do Interior para a divulgação das vantagens de se investir neste segmento. Disse que o momento é de buscar recompor parte das margens, melhorar a curva de subsídios para trazer de volta uma parte das famílias e das rendas que ficaram de fora do ajuste recente, e fazer muitos municípios alinharem suas legislações para o atendimento habitacional da baixa renda. 

Ele afirmou ser preciso enfrentar as ameaças dos projetos de lei que desviam recursos do FGTS para financiamentos a outras destinações fora da habitação popular. E informou que o setor preparará uma cartilha com propostas de políticas habitacionais, para todos os candidatos à Presidência da República. 

Os membros do grupo ofereceram diversas sugestões para as atividades em 2022, tais como: 

  • seguir atuando para superar dificuldades no relacionamento com a Caixa; 
  • acompanhar as tratativas para novo ajuste na curva de subsídios; 
  • pressionar por avaliações justas por parte do agente financiador; 
  • estudar a busca de novos fundings; 
  • apoiar o FGTS no esforço de aumentar o número de agentes financeiros que operem com este fundo; 
  • seguir com as reuniões de sensibilização dos prefeitos do Interior em favor de estímulos à habitação popular; 
  • resistir às investidas contra a destinação dos recursos do FGTS destinados ao setor; 
  • trazer palestrantes que tragam dados e análises úteis para o setor.

Reagir a ameaças 

Abelardo Campoy, membro do Conselho Curador do FGTS, chamou a atenção para a necessidade de se sensibilizar congressistas a fim de barrar projetos de lei como o que propõe desviar recursos do FGTS para financiar não cotistas que estão com dificuldades de encontrar crédito. Comentou que em 2021 se reduziram os financiamentos no Norte e Nordeste no Grupo 1 do CVA, em função da restrição de crédito do operador financeiro, em função da elevação da inadimplência. E lembrou que também houve pressão dos agentes financeiros de se fazerem financiamentos pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), esvaziando o FGTS. Entretanto, acrescentou, agora com o aumento dos juros, voltará a ficar mais atrativo contratar pelo FGTS no Grupo 3 do CVA. 

Celso Petrucci, presidente da Comissão Imobiliária da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), relatou a redução da participação do CVA nas vendas e lançamentos de empreendimentos, principalmente no terceiro trimestre. Comentou que o único mercado muito ativo neste programa é na cidade de São Paulo, onde de janeiro a outubro foram lançadas 26 mil unidades do CVA. Segundo ele, 2021 será o pior ano em termos de contratação no programa. Sobrarão recursos onerosos e recursos de subsídios, daí a importância de trazer o programa mais para perto das famílias no primeiro trimestre de 2022, ano em que provavelmente será superado o número de lançamentos de 2019 no programa. 

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