SindusCon-SP defendeu PEC do Trabalho Flexível em debate sobre a jornada de trabalho no Senado

Rafael Montagnini

Por Rafael Montagnini

SindusCon-SP defendeu PEC do Trabalho Flexível em debate sobre a jornada de trabalho no Senado

Yorki Estefan, presidente do SindusCon-SP, alertou para os impactos da redução da jornada na construção civil e apresentou proposta que amplia a liberdade de negociação entre empresas e trabalhadores

Representando o SindusCon-SP, o presidente da entidade, Yorki Estefan, participou nesta quarta-feira (01/06) da sessão de debates promovida pelo Senado Federal sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho.

O encontro reuniu representantes do setor produtivo, do governo, do Congresso Nacional e das centrais sindicais para discutir os impactos da proposta. Em sua manifestação, Yorki defendeu a aprovação da PEC do Trabalho Flexível (PEC 12/2026) como alternativa para modernizar as relações de trabalho, ampliar a liberdade de negociação entre empresas e trabalhadores e preservar a competitividade da economia.

Aumento no custo da mão de obra

Ao abordar os reflexos da proposta para o setor, Yorki afirmou que a construção civil emprega 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada e que uma redução de 10% na jornada exigiria a contratação de 300 mil novos profissionais, o que considerou inviável diante da escassez de mão de obra qualificada. “Os cálculos mais recentes indicam que o fim da escala 6×1 na indústria da construção levará a um aumento de 17,6% no custo da mão de obra. Isto implicará um aumento de 7% no custo das obras.” Segundo ele, os imóveis ficariam inicialmente entre 5% e 6% mais caros, além de haver impactos sobre obras públicas e empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida.

Trabalho Flexível preservou direitos trabalhistas

Como alternativa, o presidente do SindusCon-SP defendeu a aprovação da PEC do Trabalho Flexível (PEC 12/2026). “Apoiada por 40 parlamentares desta Casa e 3 mil entidades empresariais, incluindo o SindusCon-SP, que representam 90% do PIB brasileiro e geram mais de 40 milhões de empregos, essa proposta surgiu como alternativa à abrupta redução da escala de trabalho.”

Yorki destacou ainda que a proposta preservaria todos os direitos trabalhistas, ampliaria a possibilidade de acordos entre empresas e trabalhadores e poderia contribuir para a formalização do mercado de trabalho, lembrando que atualmente apenas 32% dos trabalhadores da construção civil atuavam com carteira assinada.

Calendário eleitoral

Também durante a sessão, o presidente da Fiesp e associado do SindusCon-SP, Paulo Skaf, defendeu que a discussão ocorresse sem influência do calendário eleitoral. “É um debate profundo, é um debate de grande responsabilidade e não pode ter contaminações eleitorais. Podemos debater, mas não em véspera de eleição e não com motivação eleitoral”, afirmou.

Estabilidade econômica e geração de empregos

Ao encerrar sua participação, Yorki Estefan reiterou a preocupação com os efeitos da proposta sobre a economia e o mercado de trabalho. “O que está em jogo neste momento é a estabilidade econômica, e a manutenção do crescimento da economia e do emprego, que não merecem ser prejudicados por mudanças legislativas que trarão mais prejuízos que benefícios ao país.”

Pronunciamento

Leia a íntegra do pronunciamento do presidente do SindusCon-SP, Yorki Estefan, no Senado Federal 

Assista o pronunciamento do Presidente Yorki Estefan no Senado

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