Janela

Opinião: Reversão da crise

PIB da construção deverá crescer 2% em 2019 e o emprego no segmento formal deste setor, 4,5%

Por Redação SindusCon-SP 19/02/2019 15:35:35

Depois de acumular queda de 28% de 2014 a 2018, o PIB do setor da construção deverá crescer pela primeira vez em 2019, em 2%, comparado ao ano passado.

Esta estimativa inicial do SindusCon-SP e do FGV/Ibre foi elaborada a partir de uma projeção de crescimento para o PIB nacional de 2,5% neste ano.

A expectativa é de que o crescimento do PIB da construção deverá ser “puxado” pelas obras e reformas realizadas por pequenos empreiteiros ou famílias (autoconstrução), que em seu conjunto poderão se elevar 3,5% neste ano.

Já a atividade das construtoras formais deverá crescer cerca de 1%, em função principalmente do aumento dos lançamentos e vendas do setor imobiliário no ano passado.

Neste cenário econômico mais favorável, a previsão é de que o principal indicador da atividade da construção formal, o nível de emprego, se eleve em 4,5%, em 2019.

Em 2018, o emprego na construção brasileira fechou dezembro com ligeiro crescimento na comparação com o mesmo mês de 2017: um saldo positivo entre contratações e demissões de 16,1 mil novos postos de trabalho (+0,71% em relação a dezembro de 2017). No acumulado do ano, o resultado ainda foi negativo (-1,5%).

Ao final de 2018, o setor empregava 2,3 milhões de trabalhadores, ainda bastante distante do total de 3,48 milhões que empregava no final de 2014. Como acontece sazonalmente em dezembro, o número de empregados no setor caiu em relação a novembro, com o fechamento de 58,4 mil vagas no mês (-2,47%).

Em 12 meses, o nível de emprego na construção se elevou nas regiões Sudeste (+1,78%) e Sul (+0,87%), caindo no Norte (-0,34%), Nordeste (-1,54%) e no Centro-Oeste (-0,15%).

O segmento onde o emprego mais cresceu foi o de Engenharia e Arquitetura (+7,58%), denotando o aumento dos projetos de novas obras e indicando futura geração de emprego na construção. As obras de infraestrutura tiveram declínio de 2,2% e as de imobiliário, de 1,1%.

Estes dados são relevantes para reforçar a necessidade urgente de reformas macro e microeconômicas que favoreçam os investimentos de longo prazo em habitação e infraestrutura.

Entretanto, é preciso que o governo dê mais transparência a determinados dados que não têm sido divulgados ultimamente.

Há tempos não se obtêm números sobre o andamento e a previsão do Programa Minha Casa, Minha Vida.

O Banco Central interrompeu a divulgação dos dados sobre as aplicações dos bancos no financiamento do crédito imobiliário. Também preocupam as mudanças na Lei de Acesso à Informação que poderão dificultar o levantamento de informações junto ao governo.

Quanto mais transparência, mais os investidores se sentirão seguros em aportar recursos a atividades de longo prazo de maturação, como as da indústria da construção.

 

Opinião do SindusCon-SP publicada na Folha de S. Paulo em 17/2/2019









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