Imobiliário

Preços dos imóveis residenciais seguem em elevação 

Aumento na cidade de São Paulo acumula 16,35% em 12 meses, segundo a Abecip 

Por Rafael Marko 20/11/2020 08:57:37

Em outubro, os preços dos imóveis residenciais pesquisados em dez capitais subiram em média 0,44%, desacelerando em relação aos 0,57% apurados em setembro. Já a elevação acumulada nos 12 meses encerrados em outubro ficou em 10,59%, aumentando em relação aos 10,40% registrados até setembro.

Os resultados são do IGMI-R (Índice Geral de Preços do Mercado Imobiliário Residencial) da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).

Na capital paulista, os preços médios aumentaram 0,59% em outubro, acumulando 16,35% em doze meses – o maior do país. De janeiro a outubro, os preços em São Paulo se elevaram 13,56%, mais do que os 4,30% do mesmo período do ano passado.

Fortaleza e Recife, as duas capitais onde houve queda nos preços médios dos imóveis residências em outubro, juntamente com Rio de Janeiro e Belo Horizonte, formam um grupo com resultados acumulados em 12 meses abaixo de 6%. Já Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Goiânia e Brasília apresentam, ainda sob a perspectiva das variações acumuladas em 12 meses, valores próximos ao da média nacional (10,59%).

Apesar das disparidades entre esses grupos de capitais, as variações acumuladas nos dez primeiros meses de 2020 encontram-se acima das do mesmo período de 2019. Esse resultado mantém a recomposição dos preços reais dos imóveis residenciais na média do país, comparando as evoluções dos acumulados em 12 meses do IGMI-R e do IPCA.

Na análise da Abecip, dois movimentos recentes fizeram essa recomposição em termos reais, iniciada na virada entre 2019 e 2020, perder parte de sua força. As incertezas sobre o nível de atividades e o mercado de trabalho resultantes da chegada da pandemia no segundo trimestre do ano reduziram a taxa de aceleração dos preços dos imóveis residenciais no período. Por sua vez, os índices de preços ao consumidor vêm acelerando desde esse período, como resultado de algumas mudanças de padrões de consumo e choques pontuais de oferta.

De acordo com a entidade, os resultados nominais do IGMI-R durante o terceiro trimestre, e ainda nesse primeiro mês do último trimestre, voltaram a mostrar aceleração, ainda que em tendência inferior à do início do ano. Esse desempenho encontra contrapartida na recuperação da demanda prevista por edificações residenciais, de acordo com a Sondagem da Construção produzida pelo Ibre/FGV. Os níveis de demanda prevista tiveram uma forte recuperação após a queda registrada durante o segundo trimestre, aproximando-se do ponto máximo observado em dezembro de 2019.

Segundo a Abecip, o desempenho recente dos volumes de vendas e financiamentos sob condições historicamente favoráveis estabelece a oportunidade para a continuidade da recuperação dos preços dos imóveis residenciais. No entanto, eventuais novos desdobramentos da crise sanitária renovam os desafios para essa trajetória de retomada dos preços do setor, considerando seus impactos potenciais sobre o mercado de trabalho e os fundamentos macroeconômicos que garantam as condições necessárias para o aumento de investimentos.









Horário de atendimento

seg-qui 08h00 às 18h00

sex 08h00 às 12h00

Rua Drº Bacelar, 1.043 | 5º andar

Vila Clementino,

São Paulo-SP,

04026-002

Tel (11) 3334-5600

sindusconsp@sindusconsp.com.br



Horário de atendimento

seg-qui 08h00 às 18h00

sex 08h00 às 12h00

Rua Drº Bacelar, 1.043 | 5º andar

Vila Clementino,

São Paulo-SP,

04026-002

Tel (11) 3334-5600

sindusconsp@sindusconsp.com.br