Preços dos imóveis residenciais aceleraram em julho
Por Rafael Marko
Mas desaceleraram no acumulado de 12 meses
Os preços dos imóveis residenciais novos subiram em média 0,61% em julho em dez capitais do país, ante um crescimento de 0,38% em junho. No acumulado de 12 meses, a valorização passou de 17,49% até junho, para 15,78% até julho. O índice ganhou ritmo na comparação mensal, mas continuou desacelerando no acumulado em 12 meses.
Os dados são do IGMI-R (Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial) da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança. Na cidade de São Paulo, o IGMI-R aumentou 0,25% em julho, ante 0,29% em junho. No acumulado de 12 meses, a variação foi de 12,69% até julho, desacelerando em relação aos 14,10% registrados até junho.
Além de São Paulo, as capitais pesquisadas registraram as seguintes variações em julho em relação a junho: Porto Alegre (+2,28%), Goiânia (+1,55%), Recife (+1,45%), Rio de Janeiro (+0,90%), Belo Horizonte (+0,70%), Curitiba (+0,43%), Fortaleza (+0,41%), Brasília (+0,20%) e Salvador (-0,16%).
No acumulado de 12 meses, além de São Paulo os aumentos foram os seguintes: Recife (+27,12%), Curitiba (+26,15%), Salvador (+20,80%), Brasília (+19,06%), Porto Alegre (+18,95%), Belo Horizonte (+14,97%), Goiânia (+12,25%), Rio de Janeiro (+11,04%) e Fortaleza (+10,78%).
Entre janeiro e julho de 2026, o IGMI-R acumulou alta de 5,64%. No mesmo período de 2025, a variação havia sido de 8,25%. Em 2024, chegou a 8,10%. São Paulo acumulou alta de 4,73% nos primeiros sete meses deste ano.
Em julho de 2026, o IGMI-R acumulou alta de 15,78% em 12 meses. No mesmo período, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 6,40%. A diferença entre as duas taxas caiu de 10,73 pontos percentuais em junho para 9,38 pontos percentuais em julho.
A taxa do IGMI-R passou de 17,49% para 15,78%, enquanto o INCC recuou de 6,76% para 6,40%. A redução do IGMI-R diminuiu a distância entre os dois indicadores a partir de março, quando atingiu 16,76% e desacelerou nos quatro meses seguintes, mas ainda é superior em 9,38 pontos percentuais em julho. Segundo a Abecip, a comparação é relevante porque os custos da construção influenciam o preço dos imóveis novos no mercado de imóveis usados por meio do custo de reposição. O afastamento entre as taxas mostra que a valorização dos imóveis não acompanhou apenas o movimento dos custos da construção.
Descontada a variação do IPCA, o IGMI-R apresentou aumento real aproximado de 10,9 pontos percentuais em 12 meses, indicando valorização dos preços dos imóveis residenciais acima da inflação ao consumidor no período.