O valor das mulheres na construção
Por Redação SindusCon-SP
O país ainda precisa desconstruir preconceitos e combater assédios para uma maior inclusão
Vencendo preconceitos, cada vez mais mulheres trabalham na construção civil. Dados da Rais (Relação Anual de informações Sociais) indicam que são perto de 300 mil, 11% dos empregados formais deste setor no país.
Nos escritórios das construtoras, um número crescente de mulheres vem atuando como engenheiras, arquitetas, advogadas, economistas, administradoras, financeiras, gerentes.
Nas obras, elas exercem funções como engenheiras, técnicas de segurança, azulejistas, pintoras e eletricistas. Destacam-se por esmero profissional, atenção com detalhes e cuidado com a segurança e a organização no ambiente de trabalho.
A participação crescente de mulheres melhora a produtividade das empresas, a criatividade e a segurança nos canteiros de obras. Elas trazem perspectivas diferenciadas, habilidades e abordagens inovadoras, a um ambiente de trabalho predominantemente masculino.
Construtoras mantêm programas de treinamento e inserção das mulheres em seus quadros. O SindusCon-SP e o Seconci-SP (Serviço Social da Construção), entidades onde 75% dos funcionários são mulheres, realizam nas obras campanhas de prevenção ao assédio e à violência contra mulheres. As entidades também mantêm programas como Elevação da Escolaridade e Encontro Estadual da Construção Civil em Família, incentivando a formação profissional, a valorização e o respeito às mulheres. E apoiam cursos de capacitação para trabalho feminino nos canteiros e na assistência técnica pós-obra.
Elevar a participação das mulheres no mercado de trabalho exige ações contínuas, desconstruindo preconceitos e combatendo assédios. Que este Dia Internacional da Mulher inspire o país a buscar caminhos para a inclusão com igualdade de tratamento em setores como a construção, repletos de oportunidades de realização profissional.