Lançamentos e vendas crescem em 2025 no país

Rafael Marko

Por Rafael Marko

Lançamentos e vendas crescem em 2025 no país

Números do quarto trimestre registraram recordes

O número de lançamentos imobiliários cresceu 18,6% no quarto trimestre de 2025, em comparação ao trimestre anterior, com o lançamento de 133.811 unidades. No acumulado de 12 meses, o aumento foi de 10,6%, registrando 453.005 unidades lançadas.

Os dados são da pesquisa Indicadores Imobiliários Nacionais, da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em correalização com o Sesi Nacional e parceria com a Brain Inteligência Estratégica. O levantamento acompanha o desempenho do mercado em 221 municípios, em todos os estados brasileiros, incluindo as capitais e 21 regiões metropolitanas.

A pesquisa mostra crescimento de 4,7% nas vendas imobiliárias no quarto trimestre, em relação ao terceiro. Com isso, em 2025 as vendas totalizaram 426.260 unidades, um aumento de 5,4% na comparação com 2024.

Os números de lançamentos e vendas no quarto trimestre foram recordes, assim como o valor geral de lançamentos (VGL) e a quantidade de novas unidades do programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV).

Em 2025, o mercado imobiliário brasileiro registrou um valor geral de lançamentos (VGL) recorde de R$ 292,3 bilhões, montante 10,6% superior ao registrado em 2024.

“O mercado imobiliário brasileiro mostrou toda a sua robustez em 2025. A demanda se sustentou no ano mesmo diante de um cenário de juros elevados, mostrando que o déficit habitacional ainda persiste, que o brasileiro está em busca constante pela realização do sonho de ter sua casa própria”, comentou o presidente-executivo da CBIC, Fernando Guedes Ferreira Filho.

Entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, houve um aumento de 8% da oferta, fechando o ano passado com a oferta de 347.013 unidades.

Números do Sudeste

Dentre as cinco regiões do país, o Sudeste respondeu por grande parte da alta anual das unidades residenciais lançadas, com um crescimento de 15,1%. Indicadores do último trimestre do ano passado mostram um total de 109.439 unidades vendidas e um valor geral de vendas (VGV) de R$ 67,2 bilhões.

Minha Casa, Minha Vida

O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV) registrou crescimento acima de dois dígitos em todos os indicadores e períodos comparados. Os lançamentos, vendas e oferta final tiveram desempenho superior no quarto trimestre de 2025 quando comparados ao terceiro e ao mesmo período do ano anterior. O fechamento anual mostra crescimento de 13,5% nos lançamentos, 15,9% nas vendas e 17,6% na oferta.

O MCMV respondeu por mais da metade das unidades habitacionais lançadas no último trimestre do ano passado, com 69.188, maior marca para o programa no período. Outro recorde diz respeito às unidades vendidas, que atingiram a marca de 53.145 no período.

No balanço anual, o Minha Casa, Minha Vida atingiu 224.842 unidades lançadas e 196.876 vendidas, com participação majoritária da região Sudeste, que concentra cerca de 42% da população brasileira, conforme o último censo do IBGE.

“O MCMV se consolidou como importante pilar do mercado. O programa ampliou participação nos principais mercados do país, chegando a responder por 52% dos lançamentos e 49% das vendas no quarto trimestre de 2025”, comentou o vice-presidente de Indústria Imobiliária da CBIC e presidente executivo do Secovi-SP, Ely Wertheim.

Segundo o conselheiro da CBIC e economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, as cidades objeto do levantamento respondem aproximadamente por dois terços do mercado imobiliário brasileiro e as entregas do último trimestre representaram 30% do ano. “Se fizermos a média diária, chegamos ao número de 1.215 unidades novas vendidas por dia, sendo 312 apenas em São Paulo”, disse.

Intenção de compra 

A pesquisa também trouxe dados quanto à intenção de compra de imóvel nos próximos 24 meses. O cenário mostra 50% dos entrevistados inclinados à compra, sendo que 37% destes ainda não iniciaram a busca, 8% iniciou buscas online e 5% já visita imóveis.

O tipo de imóvel desejado é, na maioria, apartamento (48%), seguido de casa em rua (34%), casa em condomínio fechado (15%) e terrenos (3%). O principal motivo da compra é sair do aluguel, seguido por mais espaço e por sair da casa dos pais.

Fernando Guedes avaliou que a projeção da demanda potencial permanece elevada e cita fatores como o elevado grau de intenção de compra, a expectativa de queda na taxa básica de juros (Selic) e a melhora nas condições de crédito.

“Nesse contexto, a própria meta do governo de alcançar 3 milhões de unidades contratadas no MCMV até o final do ano sinaliza um ritmo forte de contratações e reforça a sustentação da demanda, especialmente com a garantia de orçamento do FGTS”, afirmou.

Com informações da CBIC

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