Lançada 2ª fase da campanha Mãos que Constroem, Protegem

Rafael Marko

Por Rafael Marko

Lançada 2ª fase da campanha Mãos que Constroem, Protegem

Novas ações contra a violência sexual de crianças e adolescentes

A segunda fase da campanha Mãos que Constroem, Protegem foi lançada em reunião setorial no SindusCon-SP, conduzida por Yorki Estefan, presidente da entidade, em 11 de maio. Destinada a conscientizar os trabalhadores da construção para o combate e a prevenção à violência sexual contra crianças e adolescentes, a campanha é realizada por SindusCon-SP, em parceira com o Instituto Liberta e o Seconci-SP (Serviço Social da Construção). Foi lançada por ocasião da campanha Maio Laranja, que intensifica o combate ao abuso e à exploração sexual infantil no Brasil, que tem sua data em 18 de maio (Dia Nacional de Combate).

Abrindo o evento, o presidente do SindusCon-SP saudou Luciana Temer, presidente do Instituto Liberta: “Graças a você, nossas entidades se engajaram no combate à violência sexual sofrida por crianças e adolescentes. Só aqui no SindusCon-SP, já atingimos mais de 30 mil trabalhadores em dezenas de canteiros de obras.”

Estefan congratulou-se com Luciana pelo festejo do primeiro aniversário do Movimento Violência Sexual Zero, realizado no Masp, em 4 de maio, em São Paulo. “Incrível: esta bela iniciativa já reúne mais de 200 empresas e organizações, entre as quais as entidades aqui presentes. Também gostaria de parabenizá-la pela campanha Conversas que Protegem no Metrô de São Paulo. Assim, continue contando com o apoio da indústria imobiliária para estas e outras iniciativas. O SindusCon-SP  tem grande capilaridade e vai se engajar com todas as suas Regionais nesta segunda fase da campanha.”

Apresentada por Rosilene Carvalho, gerente do Jurídico do SindusCon-SP, a segunda fase da campanha terá, entre outras ações, a divulgação de uma história em quadrinhos nos canteiros de obras. Produzida pelo SindusCon-SP e intitulada O Saber que Liberta, a publicação chama a atenção sobre a necessidade de atenção permanente para se evitar violência sexual a crianças e adolescentes. Mostra como interpretar sinais de que elas foram vítimas de abuso e orientam o que fazer a respeito. E destaca a importância de se monitorar a utilização do celular por parte das crianças e adolescentes. Para acessar a história em quadrinhos, clique aqui. https://heyzine.com/flip-book/fdcc5b6686.html

Outra ação desta segunda fase é um vídeo, com as mesmas orientações. Para acessá-lo, clique aqui. https://youtu.be/MeWU_dS4NMs Serão retomadas as palestras sobre o tema nos canteiros de obras. Agendamentos: [email protected] ou (11) 3334-5630. Para acessar apostilas sobre o tema e ao site do Instituto Liberta, clique aqui.

Luciana Temer agradeceu a parceria de mais de um ano com o SindusCon-SP. “Com isso, vamos fazendo o Brasil falar abertamente sobre violência contra crianças e adolescentes. Os dados são assustadores, com repercussões graves, na contramão de uma sociedade socialmente sustentável.”

De acordo com a presidente do Instituto Liberta, material didático foi produzido e disponibilizado sobre a proteção a crianças até 10 anos. A instituição realizará um piloto para capacitar educadores da rede pública de Santos e, na sequência, disponibilizará a ação para todo o país. Em paralelo, lançou um guia gratuito, Saber Liberta, destinado a pais e educadores com informações para que seus educandos se desenvolvam da maneira mais protegida contra as violências.

“A gente faz isso porque acredita em prevenção. O estupro de crianças não é praticado por pedófilos em sua maioria, e sim por conta de uma cultura permissiva a violências. Para mudar a cultura é preciso educar adultos e crianças, falando sobre percepção, proteção, consentimento. Só prender não resolve”, afirmou Luciana.

Pronunciamentos

Representando Maristela Honda, presidente do Seconci-SP, Haruo Ishikawa, vice-presidente de Relações Capital-Trabalho e Responsabilidade Social do SindusCon-SP e membro do Conselho Deliberativo do Seconci-SP, reafirmou o engajamento desta entidade nas ações voltadas ao combate à violência contra mulheres, crianças e adolescentes. Ele afirmou que a temática de combate à violência contra a criança e o adolescente deverá constar do programa do ConstruSer.

Antonio Ramalho, presidente do Sintracon-SP, destacou ser de suma importância a atuação do Instituto Liberta e relatou ações do sindicato em defesa de crianças.

Milena Suegama, delegada de Polícia Adjunta do Centro Integrado de Comando e Controle, destacou a importância de parcerias com a sociedade civil para viabilizar denúncias de abusos e desaparecimentos de pessoas. Ela relatou a existência de 200 mil denúncias de violência contra crianças no Estado de São Paulo e disse esperar que se crie uma delegacia especializada na questão. E preconizou a adoção por policiais de conceitos como a revelação espontânea e a escuta especializada.

Maria Corsato, delegada da 27ª Delegacia de Polícia, elogiou a atuação do SindusCon-SP no enfrentamento da violência contra mulheres e crianças. Relatou que a maioria dos violadores de crianças é de pessoas da família ou próximas a ela. Comentou que o tema é difícil de ser tratado nas redes sociais, e relatou que tem atuado nelas buscando prevenção a golpes.

Também participaram do encontro os vice-presidentes do SindusCon-SP Renato Genioli, Eduardo Zaidan, Rodrigo von e Odair Senra; Tiago Rossi, coordenador do Comitê de Obras Industriais; Luis Bueno, William Gilheta e Sergio Cincurá, membros do Comitê de Tecnologia e Qualidade; Claudio Gomes, diretor da Regional ABCD; a associada Vivian Jacovazzo; Filemon Lima, gerente de Relações Institucionais; Alex Galdino, supervisor da área de Responsabilidade Social e Raquel Ernesto, do Instituto Mulher em Construção.

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