Inclusão segura de PcD também depende do ambiente de trabalho

Publieditorial Seconci

Por Publieditorial Seconci

Inclusão segura de PcD também depende do ambiente de trabalho

Especialista do Seconci-SP aponta importância do acolhimento

“Acolher uma pessoa com deficiência (PcD) não significa só garantir sua contratação a fim de cumprir uma obrigação legal. É necessário se perguntar: ela consegue acessar todo o ambiente plenamente? As informações são compreensíveis e acessíveis? Os recursos de trabalho permitem que desempenhe suas atividades em condições equitativas, com igualdade de oportunidades e autonomia em um ambiente livre de discriminação?”

Estas são as indagações que as empresas precisam fazer ao contratar uma pessoa com deficiência, segundo Erika Fernandes Valerio de Godoy, coordenadora de Diversidade, Equidade e Inclusão do Seconci-SP (Serviço Social da Construção), por ocasião do Dia Nacional de Luta da Pessoa Portadora de Deficiência (21 de setembro).

Em artigo para o site da entidade, Erika afirma que nem todas as barreiras à inclusão de PcDs nos canteiros de obras e nas empresas exigem reformas, altos investimentos ou a compra de equipamentos específicos. “Algumas barreiras estão muito mais perto de nós: na forma como falamos, como agimos, como recebemos as pessoas, nos preconceitos, nos estereótipos e na falta de informação. Nossa maneira de nos relacionarmos pode facilitar a inclusão ou, ao contrário, tornar o ambiente ainda mais difícil para quem já encontra obstáculos no seu dia a dia”, escreve.

Para a especialista, “fortalecer uma cultura organizacional baseada no respeito é responsabilidade de todos, pois ambientes de trabalho respeitosos e acolhedores também são ambientes mais seguros. Um ambiente seguro é aquele em que todas as pessoas conseguem participar, comunicar-se, deslocar-se e trabalhar com autonomia, respeito e dignidade.”

De acordo com a especialista, a inclusão fortalece as equipes, melhora os processos e torna a empresa mais preparada para atender às necessidades de uma sociedade cada vez mais diversa.

“Nas obras, nos escritórios e em todos os nossos espaços, contratar é importante, mas não encerra o processo. Depois da contratação, é preciso garantir condições para que aquela pessoa permaneça, participe, se desenvolva e encontre espaço para contribuir”, afirma Erika. 

“Esse é o desafio que temos diante de nós: continuar construindo ambientes em que as diferenças não sejam motivo para limitar a participação das pessoas, mas parte natural da diversidade que existe em qualquer ambiente de trabalho”, conclui.

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