GTRH debateu inserção de estudantes de arquitetura e lançamento do Guia de Boas Práticas
Por Daniela Barbará
David Fratel, do CTQ, apresentou balanço das atividades e iniciativas dos últimos meses
O Grupo de Trabalho de Recursos Humanos (GTRH) do Comitê de Tecnologia e Qualidade (CTQ) do SindusCon-SP reuniu-se virtualmente no dia 8 de novembro. A abertura do evento foi realizada pelo coordenador do Grupo, David Fratel.
Guia de Boas Práticas
O primeiro item da pauta foi o lançamento da segunda edição do Guia de Boas Práticas do GTRH em fevereiro de 2025, de forma presencial. A apresentação realizada pela Janaína Fontes, representante da Canopus, demonstrou o trabalho que já foi realizado pelo grupo desde março deste ano e destacou um capítulo sobre atratividade elaborado por Fratel, que sugeriu a viabilização das duas edições impressas em 2025.
Inserção de estudantes de arquitetura pretos, pardos e indígenas no mercado de trabalho
Caroline Martins do Instituto Aproxima afirmou que o programa tem como objetivo aumentar a diversidade étnico-racial num mercado muito desigual. “O programa não apenas oferecerá estágios em escritórios de arquitetura, mas também em lojas, construtoras/incorporadoras, indústrias e administração pública, mostrando, na prática, todas as diversas oportunidades de trabalho para um futuro arquiteto. Além disso, temos uma biblioteca de cursos para enriquecer o currículo dos participantes, abrangendo desde BIM até empreendedorismo”.
Levantamento, realizado pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), em 2020, mostra que apenas 4,33% dos arquitetos e urbanistas se autodeclaram negros, enquanto 78,14%, são brancos. De acordo com Caroline, esses são os primeiros dados que apresentam um recorte racial junto à categoria. O levantamento aponta também que 27% dos arquitetos e urbanistas desempregados são mulheres negras, assim como as arquitetas negras sofrem 16 vezes mais assédio sexual no ambiente de trabalho e seu rendimento salarial é de R$ 3436,15, quase a metade do que um homem branco ganha.
De acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em quatro estados do país, o curso de Arquitetura e Urbanismo possui menor Índice de Inclusão Racial que Direito, Medicina e Psicologia. Segundo os dados do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) os estudantes que se declararam brancos estão mais presentes nos cursos de Arquitetura, onde totalizam 83,9%.
Movimento antirracista
O papel de uma empresa antirracista, de acordo com Caroline, começa quando assume o compromisso onde todos, sejam colaboradores, gestores, coordenadores, se unem, pois entendem que quando muitas vozes ecoam pelo sim à Igualdade Racial, ali se inicia o verdadeiro trabalho pela construção de um país com oportunidades iguais para todos.
“A importância da luta antirracista está em identificar, reconhecer, denunciar e combater as bases racistas sobre as quais está assentada a sociedade brasileira. Ser antirracista é reconhecer e lutar pela sobrevivência física, pela memória coletiva e pela elevação da autoestima da população negra”, informou.
Treinamento
De acordo com a apresentação, além da experiência prática dos alunos alocados nas vagas de estágio, todos os alunos inscritos e validados têm acesso a cursos diversos que permitirão construir habilidades específicas e valorizar o currículo dos estudantes no futuro. Dentre os cursos, destacam-se os de software BIM, empreendedorismo, estrutura, gestão de escritórios, gerenciamento de obras, representação gráfica, sustentabilidade dentre outros.
GTRH
Na reunião, David Fratel informou que a Link, escola de empreendorismo para jovens, assinou convênio com o SindusCon-SP. Relatou também reunião com a OIM para a capacitação de refugiados que irão trabalhar na construção civil, com a participação do Instituto Cyrela.
Em outra reunião, com o Senai-SP, foi validada a grade de cursos daquela instituição para a construção. O Manual de Boas Práticas de RH, preparado pelo GT de RH, será concluído em novembro e lançado em fevereiro de 2025. Fratel participou ainda de um evento no CTE sobre trilhas profissionais. Em relação à criação de um curso técnico profissionalizante pelo governo estadual nas Etecs, será assinado um convênio com o SindusCon-SP. O Liceu de Artes e Ofícios será envolvido nesse projeto.
Participaram também do encontro os integrantes do GTRH: Adriano Souza, Alexander Silva, Antônio, Daniela Lima, Edila Machado, Elisabete Roque, Eva Mooura, Giane Tourounoglou, Glaucia Brasileiro, Juliana Quintino, Lizane Reis, Marcela Rittes, Marcela Conrado, Shirlei Osada, Wellington Oliveira e Wesley Lemos.
Representando o SindusCon-SP estava a responsável pelo Jurídico, Rosilene Carvalho, que fez um apelo para que os participantes inscrevam suas empresas e funcionários no Programa de Qualificação realizado nos canteiros de obras em parceria do SindusCon-SP com o Sesi-SP.