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GT de Habitação Popular discute futuro do MCMV 3

Instabilidade política e econômica dificulta planejamento das construtoras para 2016

Por Redação SindusCon-SP 05/11/2015 13:24:44

Com as atenções voltadas para 2016, o Grupo de Trabalho de Habitação Popular do SindusCon-SP se reuniu nesta quarta-feira (04) na sede do sindicato para discutir questões que terão impacto no setor no curto e médio prazo, como a liberação de R$ 8,1 bilhões do Conselho Curador do FGTS para o Minha Casa, Minha Vida e a elevação do limite de preços para imóveis das faixas 2 e 3 do programa.

A cobrança do seguro pós-obra, que ainda não é obrigatório, também promete gerar muita polêmica entre as construtoras. Avaliado em 2% do valor da obra, o seguro possui uma falha básica: não leva em consideração as exigências da norma de desempenho. “Queremos realizar um evento ainda este ano sobre a obrigatoriedade de atender a norma de desempenho e seu impacto no MCMV, tema que ainda tem gerado muitas dúvidas”, informou o vice-presidente de Habitação Popular do sindicato e coordenador do GT, Ronaldo Cury.

Nesse contexto, ele destacou que a Caixa Econômica Federal (CEF) realizará nesta semana uma reunião estratégica para debater projetos para os próximos anos. “Eles estão pensando o futuro e querem ouvir as nossas sugestões.”

Missão impossível
Diante das incertezas políticas e econômicas, planejar o próximo ano tem sido uma missão quase impossível, na avaliação de alguns membros do grupo. Cury, porém, disse estar confiante sobre a possibilidade da criação de linhas de crédito mais baratas.

Segundo o coordenador do GT de Habitação Popular, as principais dificuldades enfrentadas pelas construtoras que atuam no Minha Casa, Minha Vida têm sido apresentadas em reuniões com representantes da CEF, Banco do Brasil (BB) e dos ministérios das Cidades e da Fazenda, em Brasília. “Pedimos mais sensibilidade da Caixa ao renovar a capacidade de crédito das empresas, principalmente as que atuam na Faixa 1”, acrescentou.

O vice-presidente da Caixa, Nelson Sousa, participou em setembro de encontro com membros do GT no 87º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), em Salvador, e já está ciente dos principais problemas detectados pelo grupo. “Nos encontros com representantes do BB também sentimos disposição em colaborar. Eles se prontificaram em marcar uma reunião em São Paulo nos próximos 15 dias”, acrescentou Cury.

Com relação à análise de crédito, Cury ressaltou que os critérios foram endurecidos nos últimos meses, principalmente no caso de mutuários com renda informal e esse cenário deve continuar.

Subsídios
Existe também a expectativa de lançamento do Casa Paulista 2 pelo governo do Estado de São Paulo, que poderia representar um subsídio de até R$ 36 mil para o faixa 1,5 do MCMV. O setor tem conversado sobre a questão com o secretário estadual da Habitação, Rodrigo Garcia, e do município, José Floriano de Azevedo Marques Neto.

Em meio ao clima de incertezas, as empresas têm se equilibrado com uma estrutura mais enxuta, nível de estoque alto, baixo ritmo de venda, parcerias para viabilizar projetos e inúmeras revisões de orçamento no horizonte. Os planos para lançamentos, no geral, são conservadores, mas entre os participantes do GT alguns dão sinais de que as vendas estão acontecendo e o momento é de se preparar para a retomada.

Satisfeito com os resultados já obtidos pelo grupo, Cury aproveitou a ocasião para atrair novos membros. “Vejo que nosso grupo tem atraído um número cada vez maior de participantes e isso é apenas um reflexo do sucesso do nosso trabalho. Para que isso funcione precisamos atrair mais associados.”

 

GT Habitação
Cury destacou principais questões para 2016 em reunião do GT de Habitação Popular

 









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