Grupos expõem suas atividades no CTQ
Por Rafael Marko
Trabalhos abrangem ampla gama de ações
O andamento das atividades dos grupos de trabalho foi relatado na reunião do CTQ (Comitê de Tecnologia e Qualidade) do SindusCon-SP, conduzida por seu coordenador, Luis Bueno, com a participação de Yorki Estefan, presidente da entidade, e os membros do COI (Comitê de Obras Industriais), em 14 de outubro.
Grupos de trabalho
Roberto Pastor, diretor da Área Educacional, apresentou os próximos cursos da Universidade Corporativa SindusCon-SP, convidando as empresas a inscreverem seus profissionais.
Giuseppe Vergara, coordenador do Grupo de Trabalho (GT) Cerâmica, relatou o histórico de 17 reuniões dos 24 meses de existência do grupo, que mostraram a necessidade de múltiplos ensaios para a utilização da cerâmica via seca. O grupo está analisando proposta da Anfacer para que os testes sejam realizados no laboratório do CCB.
As ações por atratividade e qualificação da mão de obra foram apresentadas por David Fratel, coordenador do GT de RH: lançamento do Manual de Boas Práticas, programas de capacitação com a CBIC e com o Senai-SP, certificação da ABNT de empreiteiros, apoio ao Cempre (Comitê de Empreiteiros), formatura da primeira turma de pós-graduação de gestão de instalação de sistemas prediais no Instituto Mauá de Tecnologia, termo de compromisso com o Programa Trampolim do governo estadual para o emprego de mão de obra, articulação com o Seconci-SP que resultou no Programa de Atenção Primária à Saúde nos canteiros de obras, convênio com a Organização Internacional para as Migrações com vistas à contratação de migrantes pelas construtoras. Junto com o Senai-SP e o Sintracon, o GT segue desenvolvendo trilhas de carreira do setor, do aprendiz ao mestre de obras. Pretende-se firmar convênios com a Prefeitura de São Paulo e com a entidade Mulheres em Construção para atração de mão de obra.
Paulo Mingione, coordenador do GT Gestão e Produtividade, informou sobre o desenvolvimento de um manual de boas práticas para um programa de Ganhos de Produtividade. Para 2026, está sendo discutida a realização de um seminário sobre industrialização. O GT também pretende ter dados sobre a produtividade no setor e está contribuindo para o Seminário de Fachadas.
Rodrigo von Uhlendorff, vice-presidente de Tecnologia e Qualidade, mostrou o estudo que está realizando a respeito da criação de um indicador de produtividade, para unidades residenciais, comerciais e industriais, econômicas, de médio e alto padrão, e de pequeno, médio e grande portes. Foram calculadas as produtividades por hora/homem e hora/máquina de algumas construtoras. Assim que forem montadas as trilhas, serão chamadas as empresas de catracas para a padronização das funções, possibilitando a geração dos dados e um histórico que mostre como a produtividade evolui no setor.
Paulo Mingione, do GT Enel, relatou o workshop sobre ligações de energia realizado em setembro, e as tratativas a respeito do cumprimento dos prazos.
Os avanços na normalização em coordenação com a CBIC foram apresentados por Fernando Teixeira, do GT Normas Técnicas. Chamou a atenção para a análise dos votos sobre a emenda à NBR 6118 – Projeto de estruturas de concreto armado e protendido, marcada para 17 de outubro. A NBR 8681 – Ações e segurança nas estruturas está em vigor desde 29 de setembro. Sergio Domingues, coordenador do GT, relatou as normas em análise neste semestre, sobre esquadrias – guarda-corpos, esquadrias e fachadas-cortinas, impermeabilização, alvenaria estrutural. A norma de saídas de emergência foi publicada em 16 de julho e sua vigência se dá 365 dias após a publicação. Outras normas em discussão tratam de elevadores de emergência, vidros na construção civil, dry wall, churrasqueiras, portas resistentes ao fogo e tintas para a construção.
Alexandre de Oliveira, coordenador do GT Pós Obra e Inspeções Prediais, relatou a revisão, que foi feita pelo grupo, do manual de pós obra para área comuns, elaborado pela CBIC. O GT pretende elaborar um manual de pós obra para o proprietário, que inclua o recebimento da unidade.
Maurício Bianchi, coordenador do GT Projetos/BIM/Seguros, relatou o trabalho em andamento sobre seguro para erros de projeto. O grupo pretende realizar uma reunião sobre a questão com Susep, Sincor, Fenseg e IRB. Haverá também um painel sobre esse seguro no Congresso Jurídico. O GT também recomenda a conclusão antecipara das áreas comuns.
Lauro Ladeia, coordenador do GT Carros Elétricos, lembrou as ações já realizadas, como a construção de um laboratório que simula uma garagem, onde o Corpo de Bombeiros realizou diversos testes. Informou que o grupo está aguardando a diretriz dos bombeiros a respeito da prevenção e combate a incêndios em garagens nas novas edificações, que deverá prever sprinklers e reforço na ventilação. Comentou que houve mudanças no comando daquela corporação.
Daniele Sales, do GT Concessionárias, comentou que o Eimob e o whatsapp implementado da Sabesp estão funcionando bem e que os prazos para projetos, diretrizes e dimensionamento foi reduzido em média de 60 para 45 dias. Relatou que o Jurídico da Sabesp informou que as empresas que tiverem caução podem se cadastrar no Eimob. Haverá um treinamento em 23 de outubro no SindusCon-SP sobre a fiscalização das obras de ligação de água e esgoto.
Joelson de Oliveira, do GT Comgás, relatou os novos produtos da concessionária, para geração de energia visando ao aquecimento de água. Mostrou soluções de ar condicionado a gás e sistemas eficientes de cogeração, e geradores de energia a gás com aproveitamento do rejeito.
Fernando Teixeira, coordenador do GT Suprimentos, informou sobre os trabalhos em andamento e recebeu diversas sugestões para as ações do grupo.
O GT de Sondagens tem discutido as mudanças propostas para a Norma Técnica sobre o tema, relatou Bruno Paraíso, coordenador do grupo. Ele relatou conversa com o conselheiro Artur Quaresma, sobre a contribuição da biblioteca virtual para oferecer dados sobre sondagens. E informou que o grupo estuda a possibilidade de realização de um seminário para sensibilização e divulgação de boas práticas nas sondagens.
Luís Bueno, coordenador do GT Retrofit
Outros temas
Yorki Estefan convidou todos a participar do Congresso Jurídico do SindusCon-SP, em 29 de outubro. Relatou as últimas atividades da Presidência, como as reuniões com o Thoaz MIazaki, presidente da Cetesb; Paulo Skaf, presidente eleito da Fiesp; Elisabete França, secretária municipal de Urbanismo de Licenciamento de São Paulo; Alexandre Calais, editor de Economia do jornal O Estado de S. Paulo; as reuniões no Banco Central e no movimento Reformar para Mudar; e a participação no Prêmio Master Imobiliário.
Bueno convidou os membros do CTQ e do COI a participarem do Seminário de Fachadas Industriais, em 6 de novembro, e da reunião com representantes da Atlas Schindler, que se realizou em 14 de outubro.
Rosilene Carvalho, gerente do Jurídico, apresentou os resultados do ConstruSer (Encontro da Construção Civil em Família), que reuniu mais de 18 mil pessoas, entre as quais trabalhadores de empresas integrantes do CTQ e do COI. Estefan convidou os representantes das empresas a divulgarem o ConstruSer junto a suas gerências de Recursos Humanos, com vistas a uma participação maior em 2026. Realizado pelo SindusCon-SP em parceria com Seconci-SP, Senai-SP, Sesi-SP e Sintracon, o evento proporcionou um dia de lazer, educação e saúde aos trabalhadores e seus familiares. Bueno reforçou o convite, destacando o sucesso do evento.
Rodrigo Giarola, coordenador do Conselho Jurídico do SindusCon-SP, relatou o andamento da regulamentação da reforma tributária sobre o consumo. Segundo ele, haverá redução da carga tributária para determinados segmentos da construção. O setor apresentou à Receita Federal sugestões sobre a regulamentação. Informou que 2026 será um ano de teste, e 2027 inaugurará a implantação gradativa da CBS e do IBS, e a extinção gradual do ISS e do ICMS. Recomendou que as empresas revejam sua precificação, para se prepararem às negociações que virão com clientes e fornecedores. Alertou que a tributação será antecipada em relação ao que ocorre hoje, e aconselhou que empreiteiros sejam auxiliados para entenderem a nova sistemática.