Espera-se muito mais dos candidatos
Por Redação SindusCon-SP
É insuportável o marasmo no enfrentamento dos problemas estruturais
Nesta edição, elencamos a última parte das propostas da construção, que o SindusCon-SP está levando aos candidatos à Presidência da República. É imprescindível preservar o FGTS como principal instrumento de financiamento habitacional. Na infraestrutura, urge reequilibrar os contratos de obras públicas que ficaram desfasados e derrubar os vetos à Lei de Licitações que prejudicam o setor e a administração pública.
Na política ambiental, devem-se estimular os fabricantes de materiais de construção a fazerem e divulgarem seus inventários de consumo de água e de emissões incorporadas de Gases de Efeito Estufa, além de promover a ampliação e o fortalecimento da logística reversa.
Todas estas propostas deverão estimular o desenvolvimento sustentável e a geração de empregos, porém espera-se muito mais dos candidatos às eleições. O país enfrenta seriíssimos problemas estruturais e até o momento as propostas das candidaturas não os abordam ou, quando muito, sugerem medidas paliativas.
Não se veem propostas de efetiva contenção dos gastos públicos, nem medidas para a diminuição da assombrosa dívida pública que mantém os juros em patamares estratosféricos. Ninguém fala em renovação radical de um amplo setor da classe política que usa recursos públicos para fins privados. Prevalece a polarização que se traduz em mera luta pelo poder e não em programas de governo que beneficiem o país.
É insuportável o marasmo em das instituições de governo e das candidaturas no enfrentamento destes e de outros problemas. Educação, saúde e meio ambiente, que junto com a economia deveriam estar no topo das propostas das candidaturas, estão fadadas a virarem notas de rodapé. Este é o triste panorama atual, que exige novas lideranças e propostas que atinjam o âmago das questões e sensibilizam o eleitorado.