Empreiteiras debatem desafios do segmento

Rafael Marko

Por Rafael Marko

Empreiteiras debatem desafios do segmento

Erick Viegas será o coordenador do Cempre

Enfrentar desafios, como a escassez de mão de obra qualificada, foi a tônica da primeira reunião do Conselho do Cempre (Comitê de Empreiteiros) do SindusCon-SP, conduzida por Renato Genioli, vice-presidente Financeiro, em 6 de outubro. Na ocasião, a convite de Luis Bueno, coordenador do CTQ (Comitê de Tecnologia e Qualidade), Erick Viegas aceitou o cargo de coordenador do Cempre, e Deividson Oliveira aceitou ser o coordenador adjunto do novo comitê.

Yorki Estefan, presidente do SindusCon-SP, sugeriu a estruturação de uma sistemática pela qual o SindusCon-SP entre periodicamente em contato com cada empreiteira, para assessorá-la na resolução de suas dificuldades específicas. “O setor da construção será forte se as empreiteiras estiverem fortes”, destacou. Ele preconizou a estruturação do Cempre e informou sobre o trabalho que o sindicato está fazendo para que aprendizes trabalhem nas obras em atividades que não ofereçam riscos.

Sergio Cincurá, membro do Conselho do CTQ (Comitê de Tecnologia e Qualidade), e Luis Bueno, comentaram que construtoras e empreiteiras compartilham dos mesmos desafios, e o Cempre poderá trabalhar para encontrar as soluções.

Deividson Oliveira e José Pereira destacaram a importância de uma comunicação eficiente junto às médias e pequenas empreiteiras, para informá-las sobre o comitê e suas ações. José Antonio sugeriu ouvir especialistas sobre como atingir a chamada geração Z, que não quer vínculo empregatício e almeja liberdade de horários.

Marcelo Matsusato sugeriu trazer consultores especializados, inclusive com o uso de Inteligência Artificial, para enfrentar dificuldades como a necessidade de atração de mão de obra, disseminando as soluções para todo o grupo. Sugeriu que se ouçam as empreiteiras e se busquem propostas delas e soluções conjuntas.

Cid Ferreira propôs uma campanha direcionada a atrair mulheres para atuarem nas obras. Roberto Pastor, do CTQ, informou que os cursos da parceria SindusCon-SP/Senai-SP reduziram sua carga horária e podem ser ministrados gratuitamente nos canteiros de obras.

Danilo Vergara comentou que muitos jovens contratados acabam indo para outras atividades, havendo necessidade de estímulos, tais como a perspectiva de uma carreira.

Erick Viegas alertou sobre a escassez de alunos nos cursos de construção na Fatec e nas faculdades de engenharia, o que a seu ver demanda ações de comunicação do setor como um todo, que poderia ter o SinusCon-SP como indutor. Erico Pereira salientou a importância de se ouvirem os aprendizes sobre suas preferências.

Rodrigo Von, vice-presidente de Tecnologia e Qualidade, defendeu ações de divulgação das ações do SindusCon-SP na contratação e nas ações de integração das empreiteiras com as construtoras.

Wagner Veloso Junior relatou problemas de terminalidade das obras e a dificuldade de atrair os jovens para o setor, salientando a importância de o segmento se unir para enfrentar esses problemas, com ênfase na comunicação. Deividson preconizou que o Cempre e o CTQ se unam para poder avançar.

Resumindo, Renato Genioli elencou as propostas de ação para o Cempre: criar estratégias de comunicação, contar com a colaboração do SindusCon-SP para gerar atratividade de mão de obra, divulgar planos de carreira, ter um canal aberto para que se encontrem soluções aos desafios das empreiteiras e divulgar o próprio Cempre.

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