Custos das obras em alta
Por Redação SindusCon-SP
Cabe à cadeia produtiva do setor evitar novas elevações de seus preços
A indústria da construção enfrentou uma indesejada aceleração em seus custos em 2024.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI) calculado pelo FVG Ibre aumentou 0,50% em dezembro, acima da elevação de 0,40% observada em novembro. Com isso, os custos do setor acumularam crescimento de 6,54% em 2024.
Trata-se de uma elevação significativa na comparação com 2023, ano em que o índice registrou alta de 0,31% em dezembro, acumulando 3,49% no mesmo período.
O aumento de custos com materiais e equipamentos passou de 0,39% em novembro para 0,58% em dezembro de 2024. O crescimento dos custos com mão de obra manteve-se estável: elevação de 0,49% em dezembro, ante 0,54% registrada em novembro.
No ano passado, os custos da construção acumularam aumentos de 8,56% com a mão de obra, 5,34% com materiais e equipamentos, e 3,66% em serviços.
No Estado de São Paulo, os custos dos materiais que mais subiram em 2024, segundo o índice CUB do SindusCon-SP, foram fio de cobre antichama (+13,07%), bloco de concreto (+12,74%), emulsão asfáltica para impermeabilização (+10,37%), brita 2 (+9,67%), concreto FCK=25 MPa (+8,04%), areia média lavada (+5,06%) e aço CA-50 Ø 10 mm (+4,62%).
Neste cenário, e com a anunciada elevação da taxa de juros e seus prováveis efeitos negativos sobre o custo de capital e os investimentos produtivos, a indústria da construção deverá resistir fortemente a novas elevações em seus custos.
A persistirem aumentos indesejados de custos, inevitavelmente os preços das obras públicas e privadas aumentarão. As metas de contratações nos programas habitacionais como o Minha Casa, Minha Vida entrarão em risco. Cabe a toda a cadeia produtiva do setor a responsabilidade de evitar novas elevações nos preços de seus produtos e serviços.