Custo do BIM não impede ampliação de seu uso 

Rafael Marko

Por Rafael Marko

Custo do BIM não impede ampliação de seu uso 

Diferentemente do que muitos ainda imaginam, o uso do BIM (Modelagem da Informação da Construção) não é caro no desenvolvimento de projetos e na execução de empreendimentos. Esta foi uma das conclusões do painel “Por que o BIM não está te ajudando ainda?”, realizado no 92º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), em 2 de dezembro.

Os debates foram conduzidos por Paulo Sanchez, vice-presidente de Tecnologia e Qualidade do SindusCon-SP e líder de BIM na Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC); e por Dionyzio Klavdianos, presidente desta comissão.

Sanchez e Klavdianos destacaram a qualidade da metodologia do projeto BIM Colaborativo e os bons resultados alcançados por projeto piloto. Afirmaram que a iniciativa tem potencial para aumentar o nível de maturidade do uso do BIM na indústria da construção. O projeto resulta de uma parceria da CBIC com o Senai.

Custo acessível 

A engenheira de produção Marcia Codecco apresentou pesquisa que detectou ser o custo do uso do BIM, ao lado de fatores como escassez de recursos e de profissionais especializados, uma das principais razões que alegadamente dificultariam sua disseminação pelas construtoras.

Num cenário em que há 30% de desperdício de materiais e baixo uso de tecnologias modernas na construção civil, o BIM, que reduz custos e encurta prazos, entre vários outros benefícios, é uma inovação essencial à sobrevivência das construtoras, salientou Marcia Codecco.

Assegurou que, ao contrário do que alegam muitos empresários da construção, o BIM tem custo mensal acessível, entre R$ 300 e R$ 1.200, equivalendo, na pratica, ao custo de um servente de obra. “O BIM não é para quem pode, é para quem quer, porque é acessível a todos. Não usando o BIM, o empresário da construção vai perder e ser esquecido no mercado, pela falta de competitividade”, assinalou.

O presidente do BIM Fórum Brasil, Wilton Catelani, concordou com a avaliação de Codecco sobre as resistências à disseminação do BIM. Segundo ele, uma parcela dos empresários da construção se prende a métodos conservadores de produção, resiste a mudanças e não enxerga, muitas vezes por desconhecimento, os benefícios da implantação da modelagem.

Ressaltou que, como o BIM não se faz sozinho, é fundamental que seja colaborativo, o que exige mudanças de toda a cadeia produtiva. Lembrou iniciativas nessa direção, como o BIM Colaborativo e o próprio BIM Fórum Brasil, que contam com diversos participantes da construção.

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