CTQ faz balanço das ações em 2025
Por Rafael Marko
GTs anunciam as iniciativas para 2026
As ações de enfrentamento dos desafios à construção em favor da produtividade no setor adotadas em 2025 e o planejamento para 2026 marcaram a reunião do CTQ (Comitê de Tecnologia e Qualidade) do SindusCon-SP, coordenada por Luis Bueno, com a participação de Yorki Estefan, presidente da entidade, em 11 de dezembro.
Estefan agradeceu a Luis Bueno pela dedicação ao CTQ nos últimos dois anos e anunciou a escolha de Roberto Pastor Junior para sucedê-lo na coordenação do Comitê a partir de 2026. O presidente do SindusCon-SP relatou as últimas atividades da Presidência, como a reunião com o presidente do Conpresp, a mesa redonda do Secovi-SP e da Fiabci Brasil com o jornalista Eduardo Oinegue, as reuniões com representantes da Cassol, e de Conjuntura Econômica, além das entrevistas à imprensa.
O presidente do SindusCon-SP sugeriu a criação de um grupo de trabalho para cuidar de questões relativas à não aceitação dos registros das catracas pela Justiça do Trabalho. E informou que as propostas sobre a movimentação de gruas foram levadas e bem aceitas pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento de São Paulo.
Renato Genioli, vice-presidente Administrativo, e Erick Viegas, coordenador do Cempre (Comitê de Empreiteiros), relataram a reunião do comitê realizada em 10 de dezembro, que definiu as pautas para 2026, como qualificação de mão de obra e modelagem de contratos em face da reforma tributária.
Daniela Ferrari, vice-presidente de Habitação, relatou que cerca de 2.500 subsídios foram viabilizados nos dois feirões realizados no final de novembro e dezembro, e que espera para janeiro o avanço das tratativas de modernização do Código Sanitário.
Rodrigo von Uhlendorff, vice-presidente de Tecnologia e Qualidade, comentou ter sido interessante o 11º Encontro de Incorporadores e Construtores realizado por SindusCon-SP e Secovi-SP. Bueno elogiou o alinhamento das entidades em várias ações.

Reforma tributária
Rodrigo Giarola, coordenador do Comitê Jurídico, informou sobre o regramento da Receita Federal em relação às notas fiscais, que deu mais tempo para as empresas se adaptarem ao início da reforma tributária. O cumprimento das obrigações acessórias isentará o recolhimento do imposto. Após a aprovação da última parte da legislação, no Senado, sairá em janeiro consulta sobre decreto do Executivo que definirá o regramento para a indústria da construção.
Proteção contra fogo
Oliver Hilt Moesgen, CEO da Hilti, fez uma apresentação sobre a nova norma técnica 16.944 – Requisitos para Selagens Resistentes ao Fogo. A normativa exige requisitos como um teste aberto, um projeto específico para cada edificação, uma identificação com todas as características da selagem, e uma inspeção. O fornecedor, o aplicador e o responsável pela obra têm diversas responsabilidades.
Segundo o CEO, distribuidores não estão atendendo à norma. Ele recomendou que as construtoras atentem para as questões técnicas antes de adquirirem os produtos. E colocou a Hilti à disposição para apoiar as empresas em soluções seguras contra incêndios.
O vice-presidente Francisco Antunes de Vasconcellos Neto criticou o viés concorrencial de lobby que a questão assumiu, lamentou que não haja norma técnica para a fita isolante, e condenou a transferência da responsabilidade do fornecedor para o responsável pela obra. Renato Genioli comentou que se houver uma tubulação sem proteção, o seguro não cobre eventual sinistro.
Lilian Sarrouf, coordenadora do CB002 da ABNT (Comitê Brasileiro da Construção da Associação Brasileira de Normas Técnicas), recomendou a contratação de um consultor para questões relativas a incêndios. Ficou definido que o Grupo de Trabalho de Carros Elétricos do CTQ vai tratar da questão em 2026. Sergio Domingues, coordenador do grupo de Normas Técnicas, informou que já foi solicitada do Corpo de Bombeiros uma estatística sobre as causas de incêndios em edificações, e sugeriu o envolvimento do IPT nesta questão.
Meio Ambiente
Vanessa Dias, supervisora de Meio Ambiente, informou que o SindusCon-SP está integrando a Coalizão pela Descarbonização da Habitação, movimento lançado pela Caixa, e do subgrupo do Ministério das Minas e Energia que trata da implantação dos índices mínimos de eficiência energética em edificações.
A supervisora relatou as ações planejadas para 2026 dos Grupos de Trabalho de solos, resíduos, infraestrutura baseada na natureza e rodovias no âmbito da Câmara Ambiental da Indústria da Construção da Cetesb, presidida por Francisco Vasconcellos. Vanessa também informou sobre a utilização da CECarbon pela CDHU, e a continuidade da implantação da CEHídrica, que também será adotada pela CDHU.
Normas técnicas
Lilian Sarrouf relatou que em 2025, até novembro, o CB002 teve 15 documentos aprovados (8 normas técnicas e 7 emendas), 21 Comissões de Estudo em andamento que representam 46 normas, e 150 reuniões das Comissões Estudo com 3.728 participantes.
Um consultor está sendo contratado para rever a norma de assentamentos cerâmicos. Rodrigo von informou que serão necessários dados das 27 construtoras que participam da iniciativa. E anunciou que o Cobracon deverá elaborar um plano diretor em 2026. Ventos, fachadas, manual do proprietário, retrofit e desempenho serão alguns temas dos trabalhos a serem desenvolvidos no ano que vem.
Luis Bueno mostrou as ações do CTQ em 2025, que ampliou o número de empresas associadas, com maior participação nos grupos de trabalho, e o sucesso dos projetos implementados em qualificação profissional e responsabilidade social. Destacou os trabalhos que deram maior representatividade ao comitê, os encontros com os fornecedores, as visitas técnicas, as atuações em diversas áreas, os seminários realizados incluindo os novos de retrofit e fachadas leves.
Grupos de trabalho
Daniela Ferrari relatou os resultados do GT Concessionárias-Sabesp, em relação a canais de comunicação, segundo cavalete sem cobrança de taxa de esgoto, reembolso de caução, treinamento de fiscalização das ligações provisórias e regramento do reembolso das obras de ligação de água e esgoto feitas pelas construtoras.
Paulo Mingione, coordenador do GT de Gestão e Produtividade, apresentou as ações, como a definição do manual de boas práticas de produtividade, a visita ao empreendimento Basílio 177, a elaboração do seminário de fachadas industrializadas. Para 2026, será continuada a elaboração do manual e realizado um seminário sobre o tema.
Mingione também relatou os trabalhos do GT Enel, que discutiu com a concessionária os prazos para as ligações de energia, os atrasos nas ligações, os cortes de árvores entrelaçadas com as redes de energia.
Sergio Domingues falou das ações do GT Normas Técnicas, que incluíram acompanhamento das normas técnicas e de 16 comissões de estudos, e que seguirão em 2026. Fachadas ventiladas, revestimento cerâmico, incêndios em edificações e logística reversa de materiais estão entre os temas acompanhados. Fernando Teixeira alertou para a necessidade de atenção para evitar a ação de lobbies comerciais.
Luis Bueno informou sobre os trabalhos do GT Sondagens, que incluem uma biblioteca virtual e a realização de um seminário.
Mauricio Bianchi, coordenador do GT Projetos e Seguros, informou sobre as reuniões realizadas com diversas entidades com foco em seguros para erros de projetos e terminalidade das obras. Em setembro de 2026 deverá ser realizado um seminário abordando seguros e projetos, com participação de incorporadoras e construtoras, e um olhar para tecnologia e meio ambiente.
Lauro Ladeia, do GT de Veículos Elétricos, mostrou os debates técnicos realizados sobre carregamento desses veículos, com destaque para o laboratório de testes entregue ao Corpo de Bombeiros. A discussão atual está na diretriz sobre a instalação de sprinklers nos prédios existentes. A consulta do Corpo de Bombeiros sobre instalações elétricas será respondida pelo GT, e em 2026 haverá acompanhamento dos demais temas relacionados à prevenção de incêndios em garagens. Milton Bigucci comentou que possivelmente a questão dos sprinklers ficará para 2027.
Fernando Teixeira relatou os trabalhos do GT Elevadores, incluindo a padronização das proteções provisórias de portas. Para 2026, além deste tema, há ideias sobre o desenvolvimento de padronização da alimentação elétrica.
Eduardo Zaidan informou sobre o desenvolvimento do CUB Regional pelo GT que trata do assunto, com a participação da consultoria Ecconit. Em 2026, os estudos serão validados e enviados à ABNT para transcrição na norma do CUB.
Sergio Cincurá relatou a atuação do GT Pós Obra, que incluiu participação em comissões de estudos, a realização do curso de gestores de assistência técnica, a revisão do manual da CBIC, um banco de dados de assistência técnica e o trabalho sobre manutenções preventivas. Para 2026, além do manual de boas práticas para entrega dos empreendimentos, será realizado novo curso na Universidade SindusCon-SP e um evento para implementar a cultura de manutenção preventiva nos condomínios.