CTQ debate reforma tributária e industrialização
Por Rafael Marko
Oposição à redução da escala de trabalho foi abordada
O impacto da reforma tributária na construção, a mobilização em oposição à PEC da redução da escala de trabalho e a industrialização de equipamentos da construção foram alguns dos temas debatidos na reunião do CTQ (Comitê de Tecnologia e Qualidade) do SindusCon-SP, conduzida por seu coordenador Roberto Pastor, com a participação de Yorki Estefan, presidente da entidade, em 11 de junho.
Yorki Estefan comentou a complexidade da reforma tributária e a necessidade de se prorrogar o prazo para sua entrada de vigência para o setor. Ele relatou as últimas atividades da Presidência, tais como as reuniões com: Luciana Temer, presidente do Instituto Liberta, para o lançamento da segunda fase do projeto Mãos que Constroem, Protegem; Paulo Skaf, presidente da Fiesp, para apresentação das demandas do SindusCon-SP; Marcos Monteiro, secretário da Siurb, bem como as participações no Enic, em painel sobre a PEC de redução da escala de trabalho; na articulação de posicionamento das entidades da construção contra a PEC da redução da escala de trabalho; e nas negociações que levaram à assinatura das convenções coletivas de trabalho com as entidades representativas dos trabalhadores.
Thomas Diepenbuck, do GT de Reforma Tributária, informou que os trabalhos do grupo estão sendo bastante enriquecedores e ressaltou a importância de se trabalhar em toda a cadeia produtiva para o usufruto dos créditos. Convidou as empresas a designarem mais representantes para integrarem o GT. Rosilene Carvalho, gerente do Jurídico, afirmou ser relevante a participação das empresas no GT, para a construção de modelos dos diversos modelos de negócios do setor da construção. A próxima reunião do GT será em 23 de junho. Rodrigo Giarola, coordenador do Conselho Jurídico, ressaltou as dificuldades na compreensão da reforma, sem o conhecimento da carga tributária embutida nos insumos da construção. Ele reforçou o convite às empresas para participarem do GT para que o trabalho resultante seja útil para as empresas.
Equipamentos para a construção
O consultor de José Carlos de Arruda Sampaio informou que há 400 pequenos equipamentos chineses que aliviam o esforço físico do trabalhador ou do instalador da construção, de boa qualidade e com rapidez na reposição de peças. Segundo ele, esses equipamentos são de 30% a 60% mais baratos que os equipamentos europeus e sua aquisição pode ser feita com financiamento do BNDES. Mostrou exemplos da vantagem competitiva na utilização dos equipamentos no Japão, Singapura e Suécia.
Sampaio propôs que se levantem as principais dores das construtoras, identificando onde poderiam ser introduzidos esses equipamentos para atrair mão de obra e aumentar a eficiência do trabalho. Um galpão poderia ser providenciado para treinamentos na utilização dos equipamentos. O consultor mostrou diversos exemplos de mecanização e industrialização.
Meio ambiente
Vanessa Dias, superintendente de meio ambiente do SindusCon-SP, apresentou as atividades recentes e as próximas ações do Comasp (Comitê de Meio Ambiente). Francisco Antunes de Vasconcellos Neto, vice-presidente da área, destacou o apoio que a Fiesp tem dado à agenda ambiental do sindicato.
Candidatos Crea/Confea
Na sequência, apresentaram-se Vinicius Marchese, Lígia Mackey, João Bosco Ribeiro e Ana Paula Ribeiro de Lara, respectivamente candidatos a eleição ou reeleição ao Confea, Crea-SP e Mútua. Marchese destacou a interlocução do Confea, que ele preside, com os governos federal e do Estado de São Paulo, e destacou a atuação do Conselho para a desocupação da Favela do Moinho. Ligia afirmou que o Crea-SP, que preside, está sempre à disposição para o diálogo com as construtoras e informou que o recolhimento de três ARTs dá direito a um seguro gratuito no valor de R$ 50 mil.
Yorki Estefan defendeu o fim das ARTs de caçambas, e solicitou providências em relação a engenheiros que assinam laudos falsos. Marchese afirmou que providências estão sendo tomadas. Alexandre de Oliveira, coordenador do GT de Pós Obra, pontuou sobre a dificuldade de tirar ART em outros Estados e a situação do profissional que atende mais de uma empresa. Segundo Marchese, caminha-se para uma ART padronizada, e há casos em que o profissional está isento. A uma indagação de Ricardo Pereira Leite, membro do CTQ, o presidente do Confea confirmou que os PJs que não têm registro no Crea estão sendo autuados. Ribeiro informou que a Mútua está buscando um plano de saúde melhor para os engenheiros.
Guia orientativo de entrega de imóveis
Alexandre de Oliveira relatou que a legislação dá direito ao produtor de estabelecer os padrões para seus produtos, sempre respeitando a norma técnica. Por este motivo, afirmou que não procede um manual que uniformize estes padrões. Para o cliente, é preciso ficar claro o que ele comprou, cabendo ao produtor estabelecer os padrões de tolerância no ato compra. Fábio Villas Bôas e David Fratel destacaram a importância do estabelecimento de bons padrões mínimos de qualidade praticados no mercado. Rodrigo von Uhlendorff, vice-presidente de Tecnologia e Qualidade, sugeriu a criação de um GT a respeito, que na opinião de Renato Genioli, deveria ser integrado também por um integrante do membro do Conselho Jurídico.
Banco de dados econômicos
Kauê Pereira, economista do SindusCon-SP, informou em dois meses estará disponível um banco de dados, com índices de preços, contas nacionais e emprego. Segundo Eduardo Zaidan, vice-presidente de Economia, o acesso se dará por meio do site da entidade.
Lauro Ladeia, coordenador do Seminário de Estruturas Prediais, que acontecerá em 2 de julho, relatou que o evento será de dia inteiro. Abordará temas como retrofit, mudanças climáticas e seu impacto na revisão das normas, sistemas de aquecimento de água, industrialização dos sistemas e atração de mão de obra.
David Fratel, diretor adjunto de Gente do SindusCon-SP, informou que em agosto serão lançadas as Trilhas Profissionais na Fiesp. A versão final deverá sair na semana que vem.
Erick Viegas, coordenador do Cempre (Comitê de Empreiteiros), relatou as exposições feitas neste comitê sobre reforma tributária e NR-1. Ele convidou as construtoras e motivarem seus empreiteiros a participarem do Cempre.
Haruo Ishikawa, vice-presidente de Relações Capital-Trabalho, informou que a MegaSipat começará em 15 de junho, já com 169 canteiros de obra cadastrados. Convidou as construtoras a se inscreverem e relatou que o Prêmio Seconci-SP de Saúde e Segurança do Trabalho será em novembro.
Aquecimento de água
Andrea Zardo e Lohan Araújo, da Caleffi Hydronic Solutions, apresentaram as centrais térmicas prediais de aquecimento de água sanitária, fornecidas pela empresa. Destacaram que os sistemas permitem redução de custos, com possibilidade de integrar diversos sistemas de captação de energia. As centrais de água quente, diretas e indiretas, buscam superar os desafios de distribuição uniforme de pressão e temperatura pela edificação, e dispõem de dispositivos de tarifação individual. Há aplicações para aquecimento de piscinas, desumificadores de closets, aquecimento dos assoalhos, toalheiros hidráulicos, desembaçamento de vidros de banheiro. As tubulações em CPVC buscam assegurar a higidez da água. A empresa tem diversos parceiros para fazer as instalações. Foram apresentados alguns empreendimentos residenciais e comerciais que utilizam os sistemas da Caleffi.
Renato Genioli, vice-presidente Financeiro, mostrou o projeto da nova sala de treinamentos da entidade, destacando que o espaço está aberto a patrocínios.
Missão à China
Rodrigo von solicitou às empresas que manifestem ou não interesse em participar de uma missão técnica à China a realizar-se em novembro.