Crise requer cuidado com segurança e saúde do trabalho

Rafael Marko

Por Rafael Marko

Crise requer cuidado com segurança e saúde do trabalho

A crise na indústria da construção, com a demissão de 1,3 milhão de trabalhadores nos últimos quatro anos, exige um cuidado redobrado com a Segurança e Saúde do Trabalho (SST). Esta foi a mensagem transmitida por Haruo Ishikawa, vice-presidente de Relações Capital-Trabalho e Responsabilidade Social do SindusCon-SP e presidente do Seconci-SP (Serviço Social da Construção), em palestra no 28º Seminário de Promoção da Segurança e Saúde no Trabalho do Distrito Federal, realizado em 26 de setembro pela Fundacentro, em Brasília.
O vice-presidente destacou a experiência de quatro entidades do setor em SST: o SindusCon-SP (84 anos de existência), o Sinduscon-Rio (99 anos), o Seconci-SP (54 anos) e a Fundacentro (52 anos).
Falando sobre o tema “Educação de Trabalhadores da Construção Civil”, Ishikawa ressaltou a importância de ações permanentes por partes das entidades do setor, para o bem-estar e a qualidade de vida dos trabalhadores, e a elevação da produtividade.
Exemplificando, ele mostrou os resultados obtidos pela parceria entre SindusCon-SP e Seconci-SP em dois eventos realizados anualmente em conjunto pelas entidades.
O mais tradicional, a MegaSipat – Mega Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho, beneficiou 28.829 trabalhadores de 3.738 empresas do Estado de São Paulo, em suas 19 edições, de 2000 a 2017. Considerado o maior evento estadual do setor de promoção de SST, o evento também aborda temas como meio ambiente, saúde, dependência química e comportamento sexual, ergonomia, melhoria profissional e pessoal, cidadania e responsabilidade social.
O outro evento, o ConstruSer – Encontro Estadual da Construção Civil em Família, atingiu 311.397 pessoas, entre trabalhadores, familiares e voluntários. Em suas 11 edições, o maior evento de responsabilidade social da construção paulista proporcionou 3,4 milhões de atendimentos de 2008 a 2018, abordando temas como saúde, segurança, alimentação saudável, meio ambiente, geração de renda, planejamento financeiro e cultura.
Ishikawa ainda citou o Programa de Qualificação e Treinamento em Canteiros de Obras do SindusCon-SP, em parceria com o Senai-SP, que capacitou mais de 42 mil pessoas de 2008 a 2010; o Programa SindusCon-SP de Segurança, que orientou 743,6 mil trabalhadores de 1.780 empresas em 13.294 canteiros de obras, de 2006 a 2017; e o Programa de Elevação da Escolaridade, em parceria com o Sesi-SP, que desde 2010 teve 1.897 participantes em 216 unidades e atualmente atende em 32 unidades.
As ações para a inclusão de pessoas com deficiência na construção nos canteiros de obras também foram mencionadas, assim como os cursos de gestão de resíduos, uso racional da água e meio ambiente do Comitê de Meio Ambiente do SindusCon-SP, e o Programa de Educação Ambiental na Construção Civil da entidade, em parceria com Senai-SP.
Ishikawa ainda mencionou as ações da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) em treinamento, capacitação, qualificação, requalificação e edição de manuais e guias, assim como as ações voltadas à SST, como a Canpat – Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho.
Por último, o vice-presidente abordou a importância da Cláusula 10 das Convenções Coletivas de Trabalho da construção civil no Estado de São Paulo, onde figuram os cuidados com a SST no regramento estipulado para as subcontratações de serviços.

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