Economia

ConstruCarta: Alta dos custos em 12 meses registra novo recorde

Pico de aumentos ocorre em meio ao aumento da atividade das construtoras

Por Redação SindusCon-SP 28/07/2021 12:59:02

Em julho, o INCC-M registrou elevação de 1,24% na comparação com junho, o que representou uma desaceleração na comparação com a taxa dos dois últimos meses. A alta acumulada em 12 meses atingiu 17,35%, a maior desde agosto de 2003.

Os três componentes do INCC tiveram desaceleração. O componente Serviços registrou taxa mensal de 0,65% ante taxa de 1,19% em junho, passando a acumular alta de 7,55% em 12 meses.

A variação do componente Mão de Obra passou de 2,98% em junho para 1,12%. Os efeitos dos acordos coletivos começam a reduzir a influência no indicador e, dessa forma, a taxa diminuiu.

Os acordos coletivos fechados no primeiro semestre, em Salvador, Rio de janeiro, Brasília, São Paulo, Recife e Porto Alegre, quando o INPC alcançava o pico de sua variação em 12 meses, responderam pela elevação dos custos com mão de obra. Vale notar que em julho de 2020, o componente mão de obra registrou alta acumulada em 12 meses de 3,15%, contra uma variação de 7,27% agora em 2021. Assim, ao contrário do ano passado, quando os custos com mão de obra contribuíram para mitigar os fortes aumentos dos preços dos materiais, em 2021 tornaram-se mais uma força a pressionar os orçamentos das obras.

Por sua vez, a taxa de variação mensal do componente Materiais e Equipamentos caiu de 1,75% para 1,52%. Mas a variação acumulada em 12 meses do componente alcançou 34,52%, batendo novamente o recorde da série iniciada a partir da estabilização da economia. As principais contribuições vieram dos Vergalhões (78,65%), dos Tubos e Conexões de Ferro e Aço (93,94%) e dos Tubos de PVC (65,01%).

Dessa forma, a maior contribuição para a alta em 12 meses dos custos setoriais advém dos preços dos materiais: 76%, enquanto a mão de obra respondeu por 20% e os serviços por 4%.

A maior taxa em 12 meses da série histórica pós estabilização não é um recorde estatístico trivial, uma vez que se está falando de um grupo de despesa com participação expressiva no valor geral de vendas. Segundo dados da Pesquisa Anual da Construção, em 2019, os custos dos materiais representaram 19,6% do valor das obras ou serviços da construção. Para as empresas de Edificações, esse percentual sobe para 23,8%. Mas esses são números médios: o método, o padrão construtivo, assim como o valor do terreno são variáveis que impactam consideravelmente essa relação.

Simultaneamente ao recorde da variação do componente materiais e equipamentos, a Sondagem da Construção do FGV IBRE apontou pelo segundo mês o recorde de assinalações do item custo da matéria-prima como fator limitativo à melhoria dos negócios. Ou seja, ultrapassou o quesito Demanda Insuficiente. O aumento dos custos está se refletindo na percepção sobre a situação corrente dos negócios.

Vale notar que a Sondagem de julho mostrou há um percentual expressivo de empresas assinalando crescimento da atividade. O que significa que a retomada começa a ganhar fôlego em um momento de pico nos aumentos de custos. Como o índice de preços ao produtor (IPA) ainda guarda uma distância razoável em relação ao INCC, é possível que os custos dos materiais ainda registrem altas expressivas nos próximos meses, no entanto, o próprio IPA já dá sinais de desaceleração.

Tem-se ainda, de todo modo, um cenário desafiador e ainda com muitas incertezas. Mas voltou a prevalecer uma percepção mais otimista das empresas com os próximos meses.

Leia a íntegra da Carta Conjuntura elaborada para o SindusCon-SP pela FGV, clicando aqui.









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