Construção critica vetos à revisão da Lei do Zoneamento

Redação SindusCon-SP

Por Redação SindusCon-SP

Construção critica vetos à revisão da Lei do Zoneamento

Cidade pode perder a oportunidade de ofertar mais moradias bem localizadas à população de baixa renda

A indústria da construção e do imobiliário manifesta seu inconformismo com vetos do prefeito Ricardo Nunes, ao sancionar o projeto da revisão da Lei do Zoneamento. A cidade de São Paulo corre o risco de perder pelos próximos dez anos a possibilidade de intensificar a oferta de habitação de interesse social em áreas centrais.

Um dos vetos barrou um modesto aumento de quatro andares em empreendimentos localizados nas Zonas Mistas (ZMs) e nas Zonas de Centralidade (ZCs), alegando que esta oferta de mais moradias já estaria contemplada na ampliação do adensamento em torno dos eixos de estruturação urbana.

A alegação não procede. O veto a esse dispositivo cerceia a possibilidade de mais famílias terem acesso à moradia em locais próximos de seus trabalhos, aliviando o congestionado trânsito e o lotado transporte público da cidade.

Em consequência, muitas famílias continuarão condenadas a viver afastadas dos centros urbanos, distantes de seus locais de trabalho, lotando o transporte público, congestionando o trânsito, e frequentemente ocupando habitações precárias sujeitas a desbarrancamentos ou incêndios, por conta de uma Lei de Zoneamento não inclusiva.

Com o veto, o prefeito acabou dando razão não à vontade da maioria da população, expressa democraticamente pela aprovação do projeto de lei na Câmara Municipal, mas a uma minoria de cidadãos que utilizam argumentos pretensamente urbanísticos para defender interesses pessoais nas áreas em que residem, sem pensar na necessidade de ampliar a oferta de moradias acessíveis.

A esperança é de que esses vetos sejam revertidos na Câmara Municipal, por uma São Paulo mais justa e inclusiva.

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