Economia

Construção cria 50 mil empregos no país em agosto  

Para o SindusCon-SP, não é o momento de prejudicar o setor com o fim da desoneração da folha e com aumento de imposto  

Por Rafael Marko 02/10/2020 08:00:41

A indústria da construção brasileira criou novos empregos em agosto, pelo terceiro mês consecutivo, depois de três meses de quedas. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados em 30 de setembro pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

A construção abriu 50.489 postos formais de trabalho em agosto, constituindo-se novamente no segundo setor que mais elevou seu nível de emprego no mês, atrás apenas da indústria, que gerou 92.893 novas vagas.

De acordo com Odair Senra, presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Construção), “os números mostram que a atividade do setor continua em ascensão, liderando, depois da indústria, a recuperação dos empregos no país. A indústria precisa manter este ritmo e não ser prejudicada em seus custos com o fim da desoneração da folha de pagamentos e com uma reforma tributária que aumente a sua carga de impostos”.

Saldo positivo no ano  

A criação dos 50.849 empregos na construção em agosto foi o melhor resultado do setor neste ano desde fevereiro, quando ele criou 25.772 empregos.

Com isso, o saldo entre admissões e demissões na construção no acumulado do ano continua positivo. De janeiro a agosto, o setor criou 58.464 vagas, uma variação de 2,7%. Ao final de agosto, a construção empregava 2.225.389 de trabalhadores com carteira assinada no país.

Já o saldo entre admissões e demissões entre todos os setores da atividade econômica no país resultou na abertura de 249.388 vagas em agosto. Entretanto, no acumulado dos oito primeiros meses do ano, persiste um saldo negativo: o fechamento de 849.387 vagas.

Por Estados  

Das novas vagas abertas pela construção em agosto, 8.162 registraram-se no Estado de São Paulo.

Além de São Paulo, os Estados que mais geraram empregos no setor no mês foram Minas Gerais (9.623), Pará (3.510), Rio de Janeiro (2.901), Ceará (2.740), Bahia (2.553), Paraná (2.678) e Goiás (2.143).









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