Economia

Construção confia em melhora para os próximos meses

Empresas esperam que elevação dos seus preços absorva aumentos dos custos, segundo o FGV/Ibre

Por Rafael Marko 27/07/2021 09:32:35

O Índice de Confiança da Construção (ICST) subiu 3,3 pontos em julho, para 95,7 pontos, o maior nível desde março de 2014 (96,3 pontos). Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 3,6 pontos, a segunda alta consecutiva.

Os dados são da Sondagem da Construção do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre) e foram coletados a partir de informações de 602 empresas, entre os dias 2 e 23 de julho. A pontuação vai de 0 a 200, denotando otimismo a partir de 100.

Segundo Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV/Ibre, a sondagem de julho aponta o crescimento da atividade e uma percepção bastante favorável em relação à evolução da demanda nos próximos meses.

“Volta a prevalecer um cenário levemente otimista. Se no segundo semestre de 2020 a alta dos custos contribuiu para derrubar a confiança, em 2021 esse efeito foi atenuado. Não porque tenha ocorrido queda ou redução no ritmo dos aumentos – o quesito custo da matéria-prima assumiu pelo segundo mês a primeira posição entre os fatores limitativos à melhoria dos negócios. Ocorre que o percentual de assinalações que apontam o aumento dos preços praticados pelas empresas também alcançou um recorde histórico, sugerindo que, apesar dos desarranjos causados pelas elevações dos custos, as empresas esperam que esse aumentos sejam absorvidos em grande parte pela demanda final”, comenta Ana Maria.

Expectativas otimistas

O resultado positivo do ICST em julho decorre da melhora das expectativas dos empresários para os próximos meses.

O Índice de Situação Atual (ISA-CST) se manteve estável, ao variar -0,1 ponto, para 89,4 pontos. Esse resultado deveu-se à piora do indicador de situação atual dos negócios, que caiu 4,3 pontos, para 88,3 pontos.

O Índice de Expectativas (IE-CST) avançou 6,8 pontos, para 102,2 pontos, maior nível desde janeiro de 2020 (104,2 pontos). Os indicadores de demanda prevista e tendência dos negócios subiram 6,4 e 7,2 pontos, para 102,3 pontos e 102 pontos, respectivamente.

Crescimento da atividade

Em julho, 26,7% das empresas da construção apontaram aumento da atividade. Esse é o maior percentual alcançado desde outubro de 2012. No entanto, 15,7% acusaram queda naquele mês, enquanto 19,5% ainda relatam redução em 2021. O saldo positivo é um indicador importante da direção que o setor começa a tomar, mas a diferença ainda pequena mostra que esse movimento não está completamente disseminado.

“De todo modo, a percepção positiva das empresas de Preparação de Terrenos, um segmento antecedente do ciclo de obras, volta a reforçar o maior otimismo com a retomada”, observa Ana Castelo.

Utilização da capacidade

O Nível de Utilização da Capacidade (Nuci) da Construção caiu 3,7 pontos percentuais (p.p.), para 73,7%.

O Nuci de Mão de Obra e o Ncui de Máquinas e Equipamentos tiveram variações idênticas, ao declinarem 3,7 p.p, para 75,2% e 66,6%.









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