Construção gerou 24 mil empregos no Estado de São Paulo em 2025

Rafael Montagnini

Por Rafael Montagnini

Construção gerou 24 mil empregos no Estado de São Paulo em 2025

Dados das regionais do SindusCon-SP mostram crescimento de 3,1% no ano, com desempenho regional heterogêneo no interior e na capital

A construção civil paulista gerou mais de 24 mil empregos com carteira assinada em 2025 e encerrou o ano com mais de 808 mil trabalhadores formais no Estado, alta de 3,1% em relação a 2024. O avanço foi puxado principalmente pelos serviços especializados e pelas obras de infraestrutura, enquanto o segmento de edificação apresentou desempenho mais moderado, impactado pelos desligamentos típicos do encerramento de contratos no fim de ano. A distribuição do emprego entre as regionais do SindusCon-SP revela um cenário heterogêneo, com diferenças relevantes tanto no volume de trabalhadores quanto no ritmo de crescimento ao longo de 2025.

O presidente do SindusCon-SP, Yorki Estefan, afirma que a construção civil segue demonstrando sua força na geração de empregos em São Paulo, mesmo em um cenário econômico desafiador. “Os resultados confirmam a importância estratégica do setor para a economia paulista. Para 2026, a expectativa é de crescimento de 2,7% no Produto Interno Bruto (PIB) da construção no Brasil, o que exigirá mais profissionais nos canteiros de obras. O SindusCon-SP tem ampliado iniciativas para incluir jovens, mulheres e imigrantes e fortalecer o acesso ao emprego formal”, afirma

O levantamento foi realizado por meio da ferramenta online do SindusCon-SP, que acompanha mensalmente o desempenho do emprego formal na construção em todas as suas regionais. Os dados são apurados pelo FGV Ibre, com base no Novo Caged do Ministério do Trabalho e Emprego.

Na capital paulista, onde se concentra o maior contingente do estado, o setor encerrou dezembro com aproximadamente 357 mil trabalhadores com carteira assinada. Apesar da redução de vagas em dezembro (-1,86%), movimento típico de encerramento de contratos no fim de ano, o resultado de 2025 foi positivo, com a criação de 16 mil empregos e crescimento de 4,8%. O desempenho representa avanço em relação a 2024, quando o aumento havia sido de apenas 1,1%.

Entre as regionais do interior, Campinas, Sorocaba e São José dos Campos tiveram os melhores desempenhos em 2025. Campinas gerou cerca de 2,6 mil empregos formais no ano, crescimento de 2,7%, mantendo-se como o segundo maior mercado da construção no Estado, com aproximadamente 99 mil trabalhadores com carteira assinada.

Sorocaba também apresentou resultado positivo, com a criação de 3,3 mil postos de trabalho, alta de 3,7% no ano, encerrando 2025 com cerca de 95 mil vínculos ativos no setor. Já São José dos Campos registrou um dos avanços mais expressivos entre as regionais do SindusCon-SP, com a geração de 3,8 mil empregos e crescimento de 7,9% no estoque de trabalhadores ao longo do ano.

Santos, Santo André e Mogi das Cruzes também encerraram 2025 com estoque positivo de empregos na construção civil. No litoral, Santos registrou crescimento de 4,7% no ano, com a geração de 1.269 postos de trabalho. O resultado foi impulsionado principalmente pelas obras de infraestrutura.

Santo André manteve trajetória favorável, com alta de 1,8% no ano e estoque de aproximadamente 45 mil trabalhadores formais, desempenho sustentado sobretudo pelos serviços especializados. Já Mogi das Cruzes apresentou leve variação positiva de 0,3%, encerrando 2025 com cerca de 13 mil vínculos ativos no setor.

Entre as regionais que encerraram 2025 com saldo negativo de empregos, Ribeirão Preto fechou o ano com cerca de 50 mil trabalhadores, registrando retração de -1,5%. Apesar do bom desempenho em janeiro, o ritmo perdeu força ao longo do ano, resultando em leve redução do estoque ao final do período.

Bauru terminou o ano com aproximadamente 33 mil trabalhadores com carteira assinada e queda de -3,7% em 12 meses, o que representa retração de 974 postos de trabalho. São José do Rio Preto também fechou o ano no vermelho, com retração de -4,1% e saldo negativo de 1.047 empregos, mesmo após registrar forte geração de vagas em janeiro.

Já Presidente Prudente apresentou a maior queda percentual entre os polos analisados, recuo de -11,4% no ano, encerrando 2025 com cerca de 8,1 mil trabalhadores formais, o menor estoque entre as regionais do SindusCon-SP.

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