Segurança e Saúde do Trabalho

Como proceder com familiares que têm Alzheimer

Seconci-SP faz recomendações aos que convivem com os atingidos pela doença

Por Seconci 26/02/2019 16:04:02

Fevereiro Roxo é o mês de conscientização sobre o Alzheimer, uma das demências que afeta mais de 1,6 milhão de brasileiros. O psiquiatra do Seconci-SP (Serviço Social da Construção) Clemente Soares chama a atenção sobre os quatro sinais que podem indicar o surgimento da doença: “esquecimentos de como realizar ações cotidianas banais; perda de memória recente que leva a repetições, como esquecer o assunto durante uma conversa; desorientação, o indivíduo não reconhece o lugar onde está; e alterações de comportamento (agitação, nervosismo, agressividade, irritação, ansiedade)”.

O diagnóstico precoce permite tratamentos para retardar sua evolução, exercícios de raciocínio e memória, e terapias sintomáticas. “O começo da doença apresenta alguns sintomas, requer medicamentos mas não é um estágio grave. Para os familiares, a indicação é ser tolerante, entender que Alzheimer é incurável e o que o paciente necessita de cuidados e atenção. Uma dica importante é realizar um rodízio entre os parentes para cuidar do paciente que precisa ser ‘vigiado’ constantemente. A dinâmica familiar se torna cansativa fisicamente e emocionalmente, por isso o apoio e compreensão de todos ao redor se torna primordial”, reforça o psiquiatra.

A família deve criar ambientes favoráveis, incentivar a visita de amigos e parentes e manter os gostos do paciente como ouvir música ou assistir ao futebol. A fase inicial apresenta muitos momentos de lucidez, por isso é possível preservar parte da rotina ativa.

“Excluir o paciente do convívio social pode agravar o quadro e impulsionar outros distúrbios, como a depressão. Dar afeto e criar condições para que o indivíduo se sinta bem e confortável também faz parte do tratamento”, diz o dr. Soares.

Nos momentos de alterações de memória, alguns pacientes preenchem esses lapsos com lembranças reais ou não de seu passado, e omitem palavras ao formar frases. Em alguns casos, a falta de referências e sequências pode acontecer. No nível avançado, perde-se a lucidez e a consciência.

O dr. Soares recomenda aos familiares: “compartilhar a situação com outros parentes e amigos e dividir suas experiências traz alívio e pode contribuir com outras pessoas que passam pela mesma situação. Deve-se sempre buscar informações com fontes seguras, e em caso de dúvidas, conversar com um geriatra, neurologista ou psiquiatra.

No caso de qualquer alteração, mesmo que leve, deve-se buscar orientação médica. A equipe especializada do Seconci-SP pode auxiliar no diagnóstico e no tratamento mais apropriado.”









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