COI discute INCC para obras não residenciais
Por Rafael Marko
Reunião também contou com apresentação da Schindler
A elaboração de um INCC Não-Residencial e uma apresentação da Atlas Schindler sobre seus equipamentos integraram a pauta da reunião do Comitê de Obras Industriais (COI) do SindusCon-SP, conduzida por seu coordenador Tiago Rossi, em 30 de setembro.
Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV Ibre, explicou que a proposta inicial para a elaboração do INCC Não-Residencial é começar com os custos do galpão industrial, para depois se verificar como serão medidos os custos das demais obras industriais. Entretanto, complementou, o COI precisa deliberar se quer começar por galpões, ou por data centers ou outras obras industriais. Tiago Rossi sugeriu que se inicie pelo galpão.
André Braz, responsável pelo INCC-M do FGV Ibre, afirmou ser necessário entender melhor as características dos diferentes tipos de galpões, para poder representar bem os custos no indicador. Afirmou ser necessário obter alguns orçamentos atualizados de custos da construção de galpões, para que se calcule o peso dos diversos materiais e sistemas construtivos.
Milton Meyer, membro do COI, afirmou que, quanto mais empresas informarem seus custos, mais apurado será o indicador. Eduardo Zaidan, presidente executivo do SindusCon-SP, afirmou que cerca de 40 empresas associadas à entidade prestam informações para a elaboração do ICC São Paulo. Sergio Glogowsky, membro do COI, sugeriu que haja orientação sobre como criar fórmulas paramétricas, em vez de se criarem diversos indicadores para os diversos tipos de obras industriais. Rossi esclareceu que a ideia é essa, e para desenvolvê-la se iniciaria pelo estudo dos custos dos galpões.
Na sequência, o COI discutiu a proposta de formulação de boas práticas, para que os contratos do setor sejam mais equilibrados entre as construtoras e seus contratantes. Um grupo de trabalho do comitê foi formado e se reunirá para dar seguimento ao assunto.
Elevadores, escadas e esteiras rolantes
A reunião contou com uma apresentação dos representantes da Atlas Schindler Fábio Kariya, gerente executivo de Novas Instalações; Fabiano Kluppel, gerente executivo comercial São Paulo; Fabiana Izidoro, executiva de Contas Estratégicas; Marcos Bariani, consultor de Produtos Villarta Elevadores; Thales Fernandes, gerente Villarta Elevadores; Bruno Costa Guedes Sá, gerente comercial Villarta Elevadores.
Fábio Kariya discorreu sobre a empresa, suas fábricas de elevadores, escadas e esteiras rolantes em Londrina e São Paulo, o centro de distribuição de peças na capital paulista. Destacou as diversas soluções desenvolvidas pela empresa, incluindo robôs de delivery, além de esteiras e elevadores maiores que suportam cargas mais pesadas; soluções para modernização/substituição dos elevadores e escadas rolantes; serviços de manutenção, com o emprego do Schindler Ahead, tecnologia de monitoramento remoto do funcionamento dos equipamentos. Mostrou também diversas aplicações em aeroportos, indústrias e hospitais.
Thales Fernandes detalhou as características das diversas classes de elevadores de carga, que podem suportar até 10 toneladas e demandam uma interlocução desde a etapa de projeto. Fabiano Kluppel afirmou que a empresa pode assessorar o cliente na fase de projeto em soluções eficientes e econômicas. Em relação ao cumprimento de prazos para a montagem e instalação dos elevadores das obras, Fabiano Kluppel, afirmou que as entregas estão no prazo e que a empresa ampliou as equipes de montagem.
Mediação de conflitos
Bárbara Kelch, coordenadora do Centro de Mediação do SindusCon-SP (CMS), fez uma apresentação a respeito do tema. Explicou os diversos fatores que levam a conflitos dentro do setor, e mostrou como a mediação pode levar a soluções e evitar o recurso à Justiça. Mostrou as características e vantagens da mediação, ajudando a preservar as relações comerciais entre as partes. Explicou como funciona o CMS e comentou que seus mediadores conhecem as características da construção. Destacou ainda que o acordo assinado na mediação tem valor jurídico.