G1: Apartamentos compactos são quase metade dos lançamentos de SP; entenda a tendência

Data de veiculação: 29/08/2017 G1,

Quem está procurando apartamento novo para comprar poderá notar que as metragens encolheram. É comum encontrar imóveis de 40, 30 ou 25 metros quadrados à venda, especialmente em bairros centrais de grandes cidades.

Os apartamentos com menos de 45 metros quadrados já são 42,6% das unidades lançadas na capital paulista este ano e 36,8% das vendidas, segundo dados do Secovi-SP, entidade que representa o setor imobiliário. É mais do que esse mercado tinha no ano passado, quando os compactos somaram 30% dos lançamentos.

Na semana passada, a incorporadora Vitacon anunciou que vai construir em São Paulo um empreendimento com os menores apartamentos da América Latina. Cada unidade terá apenas 10 metros quadrados e custará a partir de R$ 99 mil.

O G1 visitou uma unidade decorada de 14 metros quadrados da empresa para mostrar como é o espaço. A unidade menor ainda não está disponível para visitas.

Os chamados studios (apartamentos pequenos sem divisórias entre quarto, sala e cozinha) são tendência no mercado imobiliário de grandes cidades no mundo, disseram ao G1 especialistas no setor. Eles citam a mudança no perfil de famílias, a valorização da mobilidade, questões econômicas e de zoneamento municipal para explicar a expansão dos studios. São elas:

– aumento do número de pessoas que moram sozinhas;
– imóvel pequeno é solução para morar em bairros mais valorizados;
– studios ficam em bairros centrais e atraem pessoas que não querem gastar horas no trânsito;
– rentabilidade do aluguel é maior para imóveis pequenos;
– incorporadora pode vender mais unidades por lançamento;
– algumas cidades limitam número de garagens por empreendimento e donos de studios aceitam mais fácil unidades sem vaga.

Estilo de vida
O foco dos studios é um público mais jovem, estudantes, pessoas que se divorciaram e trabalhadores de outras cidades, explica o diretor de vendas da imobiliária Lello, Igor Freire.

Esse perfil de cliente abre mão do espaço em troca de preços mais baixos e mobilidade em pontos privilegiados da cidade.

“Há quem prefira morar em uma ‘cabine de navio’ bem equipada perto do centro do que perder duas horas por dia para sair da periferia ao trabalho”, afirma o vice-presidente de Imobiliário do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), Odair Senra.

Para compensar a falta de espaço, as empresas investem em áreas compartilhadas, como lavanderia e espaços de coworking, serviços semelhantes ao oferecido por hotéis.

A matéria completa, de Taís Laporta e Clara Velasco, pode ser acessada aqui.

G1









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