Habitação Popular

Caixa reafirma que Minha Casa será mantido

Setor da construção será ouvido a respeito, diz o presidente Pedro Guimarães

Por Rafael Marko 20/05/2019 12:04:06

Rio de de Janeiro, 17/05/2019 - ENIC -   Palestra com Presidente da Caixa Pedro Duarte Guimarães  e José Carlos Martins , sobre novas diretrizes da caixa Econômica Foto: André Durão/ divulgação.
Rio de de Janeiro, 17/05/2019 – ENIC – Palestra com Presidente da Caixa Pedro Duarte Guimarães e José Carlos Martins , sobre novas diretrizes da caixa Econômica Foto: André Durão/ divulgação.

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Duarte Guimarães, afirmou em 17 de maio que o programa Minha Casa, Minha Vida será mantido pelo governo federal com mudanças, e que nada será feito sem que o setor da construção seja ouvido.

As afirmações foram feitas em 17 de maio, em painel no 91º Enic (Encontro Nacional da Indústria da Construção) no Rio de Janeiro, com a participação do presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), José Carlos Martins. No evento, o secretário Nacional de Habitação, Celso Matsuda, já havia garantido a continuidade do programa e o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmara que o governo manterá a meta de 400 mil unidades habitacionais para 2019 e a ampliará para 500 mil em 2020.

Guimarães disse que, durante viagens que vem fazendo pelo Brasil com o programa ‘Caixa Mais Brasil’, pôde perceber a importância do Minha Casa, Minha Vida para a população e para a indústria da construção. “Viajando é que fui entendendo o poder de alcance do programa de baixa renda. Não há chance de ser interrompido”, assegurou.

Numa aparente desinformação, o presidente da Caixa afirmou que as mudanças a serem feitas no programa habitacional visam torná-lo mais democrático e acessível ao mercado de construção civil, sem que esteja concentrado em poucas empresas do setor. Ocorre que a grande maioria das execuções do programa são feitas por uma considerável quantidade de pequenas e médias empresas.

Guimarães disse reconhecer que a área de Habitação da Caixa tinha um diálogo difícil com o mercado e, mesmo internamente, com outras áreas do banco estatal. “Quero entender mais. Ouvir mais sobre quais são os problemas e de como vamos entrar na questão do subsídio para o mercado. Vi isso no Minha Casa, Minha Vida”, afirmou.

Ele informou que a Caixa lançará em larga escala um programa de capital de giro, que aquecerá o mercado com cerca de 3,4 bilhões de reais. Não mencionou, entretanto, quando será lançado, mas frisou que este capital de giro será essencial para o setor de construção civil, que poderá contar com uma verba suplementar que poderá ajudá-la a iniciar 10% de uma obra ou mesmo concluí-la.

O presidente da Caixa confirmou que fará reuniões com empresários do setor pelo país para discutir o Minha Casa, Minha Vida e toda pauta de interesse do mercado de construção.

Acrescentou que quer reduzir o cronograma de obras no programa. “Por sermos o gestor da obra, estávamos sofrendo com isso, mas resolvendo. Tinha obra que demorava mais de seis anos para ser concluída. Isso não existe”, queixou-se. “Ver 70 mil imóveis devolvidos me assustou muito. Mas hoje estou tranquilo porque conseguimos diferenciar o que funciona e o que não funciona. Temos que ouvir e entender mais o setor”, concluiu.

Com informações da CBIC









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