Tecnologia e Qualidade

Adoção do BIM deve seguir passo a passo

Conheça as recomendações do consultor israelense Ronen Barak para a adoção da modelagem

Por Rafael Marko 06/11/2019 08:00:52

Consultor israelense Ronen Barak
Consultor israelense Ronen Barak

A empresa pequena ou média de construção, que pretenda adotar o BIM (Modelagem da Informação da Construção) em seus processos de projeto e execução de empreendimentos, deve fazê-lo gradualmente, tomando uma série de cuidados.

A recomendação é do consultor Ronen Barak, da empresa israelense Versatile Natures, em entrevista ao SindusCon-SP. Ele foi o palestrante de destaque no 10º Seminário Internacional BIM 2019, realizado pela entidade em 24 de outubro no auditório da Totvs, por meio de seus Comitês de Tecnologia e Qualidade (CTQ) e de Meio Ambiente (Comasp).

O primeiro passo, diz Barak, é o sócio ou executivo da empresa estar firmemente decidido a adotar o BIM. Uma vez que a modelagem representará investimentos que irão mudar gradativamente a própria cultura da empresa e seus processos internos, o sócio ou principal executivo precisam estar determinados a dar início e prosseguimento a esse processo, conscientes de que se envolverão em novos desafios, alguns difíceis de se prever de antemão.

A segunda providência é não tentar aplicar o BIM a todos os projetos da empresa simultaneamente. O ideal, segundo Barak, é eleger um anteprojeto como piloto, modelá-lo e, obtendo êxito, realizar mais dois pilotos.

Com isso, será possível treinar uma equipe a dominar o BIM e aplicá-lo inicialmente em um primeiro projeto, ao mesmo tempo em que se prossegue a operação dos demais no modo tradicional.

Nesta fase, o importante é que o sócio ou principal executivo não deixem o sucesso dos pilotos subir à cabeça e terem a consciência de que novos obstáculos surgirão na modelagem e na execução do primeiro projeto. São as boas dores do parto.

Equipes específicas

Muito importante é que os projetos a serem modelados tenham pessoal treinado para executá-los com dedicação exclusiva. O ideal é que cada projeto seja concretizado por uma equipe específica para a tarefa.

Outra recomendação é que esses profissionais tenham todos os dados, softwares e equipamentos de que precisam. Devem-se evitar improvisos, gambiarras e atalhos que posteriormente retirem motivação e produtividade ao processo de aquisição de conhecimento sobre a modelagem.

Em todo esse processo, os líderes da empresa e das equipes a serem formadas devem ter a resiliência como principal atributo.

Uma vez dominado o processo, pode-se partir para a utilização do VDC (Virtual Design and Construction), com o emprego de BIM e Lean Construction. Esta linha de ação pressupõe o envolvimento todos os stackhoulders desde o início, planejando detalhadamente não só o projeto como todo o processo, do desenho em BIM à produção do objeto da construção. A sequência de planejar, fazer, checar e atuar, levando em conta as mudanças introduzidas no projeto original pelo cliente, é realizada de maneira coordenada e dinâmica.

Leia também: BIM ingressa na era da Inteligência Artificial https://sindusconsp.com.br/bim-ingressa-na-era-da-inteligencia-artificial/









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