ABNT publicou a revisão da Norma 5626 – Sistemas Prediais de Água

Daniela Barbará

Por Daniela Barbará

ABNT publicou a revisão da Norma 5626 – Sistemas Prediais de Água

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) divulgou no dia 29 de junho a revisão da Norma Técnica NR 5626. Ela especifica requisitos para projeto, execução, operação e manutenção de sistemas prediais de água fria e água quente (SPAFAQ). O trabalho foi coordenado por Carlos Barbara, membro do Comitê de Tecnologia e Qualidade (CTQ) do SindusCon-SP, e teve como secretário o professor Sergio Sgnipper.

De acordo com a ABNT, uma instalação predial de água mais eficiente, balanceada e que atenda aos requisitos de bom desempenho pode ser obtida seguindo a norma. Os requisitos estabelecidos tratam fundamentalmente do respeito aos princípios de bom desempenho dos sistemas, conservação de água e energia, bem como de garantir a preservação da potabilidade da água.

Ela é aplicável ao sistema predial de água potável em qualquer tipo de edifício, residencial ou não. A norma não se aplica ao uso da água não potável, água em processos industriais e processos intrínsecos a equipamentos específicos.

Histórico

De acordo com Barbara, a comissão de estudos relacionada a essa norma envolveu as associações ligadas à construção sustentável, projetistas, empreiteiros, construtores, fabricantes de materiais de sistemas ligadas às instalações e representantes de associações, como SindusCon-SP e o Secovi-SP. Iniciado em outubro de 2009, os debates com todas as partes interessadas geraram uma quantidade imensa de questionamentos.

A atuação de Barbara foi como conciliador e mediador das sugestões com a capacidade de ouvir os argumentos das partes e promover o debate incentivando para que não resultasse numa norma excessivamente prescritiva e burocrática. “A norma 5626 tem um papel importante porque unificou duas normas de água fria e quente, que apresentavam divergências entre si”.

Além disso, ela apresenta um viés vanguardista em ser um amparo normativo, pois possui um artigo que possibilita o uso de novas tecnologias de produtos inovadores, que ainda não são aplicados no Brasil, mas já trazem bons resultados em outros países.

Barbara ressalta ainda que duas outras normas nasceram no âmbito dos debates dessa comissão de estudos: a de conservação de água e a relacionada ao risco da presença da legionella dentro das instalações, quando a temperatura de água quente em reservatórios ou tubulações permanece por longos períodos em intervalos de temperatura entre 25 e 55ºC.

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